O Final honroso da sonda norte americana, ela mergulhará em Saturno para um descanso glorioso depois de quase duas décadas desbravando e enviando informações e fotografias nunca antes vistas pelo ser humano.

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Foto registrada pela Cassini, Encelados

Sua última missão será em torno do planeta o qual a sonda orbita há 13 anos prevista para 2017. Seu grande final será transformar-se em pó ao entrar na atmosfera de Saturno onde recolherá dados importantes, e já ditos históricos, para a ciencia.

Há 1,7 milhões de quilômetros de distância a sonda foi criada especialmente para estudar o famoso planeta dos anéis. Seu nome é uma homenagem ao cientista italiano Gian Domenico Cassini, um dos primeiros a estudar este planeta.

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A História 

Cassini-Huygens é uma missão espacial não-tripulada enviada em missão ao planeta Saturno e seu sistema planetário. Um projeto conjunto da NASA, ESA (Agência Espacial Europeia) e ASI (Agência Espacial Italiana), ela consiste de dois elementos principais, o orbitador Cassini  e a sonda Huygens. Lançada ao espaço em 15 de outubro de 1997, ela entrou em órbita de Saturno em 1 de julho de 2004 e continua em operação, estudando o planeta, seus satélites naturais, a heliosfera e testando a Teoria da Relatividade.

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Asteróide

Um projeto que levou duas décadas de planejamento e desenvolvimento até seu lançamento, após uma viagem interplanetária de quase sete anos, na qual sobrevoou Marte e Júpiter, a nave entrou em órbita de Saturno na metade de 2004; em dezembro daquele ano a sonda europeia Huygens separou-se do orbitador Cassini da NASA e em 14 de janeiro de 2005 entrou na atmosfera e pousou na superfície do maior satélite de Saturno, Titã, transmitindo imagens e dados para a Terra, na primeira vez em que um objeto construído pelo Homem pousou num corpo celeste do Sistema Solar exterior.

A Cassini-Huygens integra o Programa Flagship para os planetas exteriores, o maior e mais caro programa espacial não-tripulado da Agência Espacial Estadunidense. As outras missões deste programa incluem as Viking, as Voyager e a Galileu. A espaçonave de duas partes foi batizada em homenagem aos astrônomos Giovanni Cassini e Christiaan Huygens.

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O objetivo

Os principais objetivos da Cassini são:

Determinar a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico dos anéis;
Estudar a composição das superfícies e a história geológica dos satélites;
Descobrir a natureza e origem do material escuro do hemisfério dianteiro de Jápeto. Medir a estrutura tridimensional e comportamento dinâmico da magnetosfera.

Estudar o comportamento dinâmico das nuvens de Saturno;
Estudar a vulnerabilidade temporal das nuvens e a meteorologia de Titã;
Caracterizar a superfície de Titã a uma escala regional.

O Lançamento ocorreu às 8:43 UTC a 15 de Outubro de 1997 da rampa de lançamento 40 da estação da Força Aérea do Cabo Canaveral, na Flórida.
A sonda Cassini-Huygens foi lançada do Centro Espacial Kennedy em 15 de outubro de 1997,[13] usando o foguete Titan IV-B/Centaur da Força Aérea dos Estados Unidos. O lançamento do veículo foi feito por um foguete de dois estágios, dois motores-foguetão cintados, o estágio Centaur acima, e área para transporte de carga. O sistema de voo completo do sistema Cassini foi composto por um veículo de lançamento e pela sonda.

O custo total da missão Cassini-Huygens é de cerca de US$3,27 bilhões de dólares, incluindo US$1,4 bilhão para o desenvolvimento, US$422 milhões para o veículo lançador e US$54 milhões para o rastreamento no espaço. Os Estados Unidos contribuíram com grande parte do custo, sendo o restante repartido entre a ESA, que contribuiu com quinhentos milhões de euros, e a agência italiana, que contribuiu com cerca de 150 milhões.

A missão principal da espaçonave foi cumprida em 30 de julho de 2008, sendo depois prolongada até junho de 2010 (Missão Cassini Equinox), onde estudou em detalhes o sistema de Saturno durante o Equinócio, que aconteceu em outubro de 2009.[16] Em 3 de fevereiro de 2010, a missão conseguiu nova prorrogação, desta vez de 6½ anos até 2017, a época do solstício de verão no hemisfério norte do planeta (Missão Cassini Solstice). Este prolongamento permite outras 155 órbitas em torno do planeta, 54 sobrevoos de Titan e 11 de Enceladus. Em 2017, um encontro com Titan irá mudar sua órbita de tal maneira que, em sua maior aproximação de Saturno, ela estará apenas a 3 mil km acima da superfície nebulosa do planeta gigante, abaixo do limite interno do Anel D, o mais interno dos anéis que circundam Saturno. Esta sequência de órbitas próximas terminará quando um novo encontro com Titan a enviará para dentro da atmosfera do planeta.

O Final Glorioso explicado pela Nasa