Se um dia acordássemos e por alguma razão a energia elétrica acabasse no Planeta, você sabe o que aconteceria com os humanos? Espero que não ocorra nunca , pois os resultados  seriam desastrosos para todos nós.

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A humanidade sobreviveu a muitos estágios evolutivos na sua longa história neste planeta. Duas descobertas, em particular, têm moldado o futuro da nossa raça como nenhuma outra: A pólvora e a eletricidade. A primeira foi certamente a causa de muitas tragédias, enquanto a última ajudou a empurrar a raça humana para frente, embora tenha causado danos consideráveis à natureza.
Juntos, os dois fizeram as guerras mais destrutivas. Mas, considere se a eletricidade fosse um dia desaparecer sem aviso. Falta de energia para os dispositivos pode ser a preocupação imediata que vem à mente, mas o problema maior seria ainda abrangente quando se considera que o mundo moderno foi construído em torno da dependência elétrica.

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Se uma tempestade solar gigante nos atingir hoje, a nossa tecnologia seria dizimada. A Terra inteira poderia ficar no escuro, sem eletricidade.

Erupções Solares
Uma tempestade solar normalmente começa com uma labareda solar – uma gigantesca explosão na superfície do sol que envia energia e partículas que fluem para o espaço. Pequenas erupções de classe C ocorrem o tempo todo e são fracas demais para afetar a Terra, enquanto erupções médias de classe M podem produzir pequenas rupturas no sinal de rádio. Erupções de classe X, no entanto, são as maiores explosões no sistema solar, liberando o equivalente a até um bilhão de bombas de hidrogênio. Estas erupções ocorrem muito raramente, mas quando acontecem, produzem uma visão épica.

Uma das explosões mais poderosas medidas com instrumentos modernos ocorreu durante um máximo solar em 2003. Ela era tão grande que estourou nossos sensores de satélite, que registraram uma erupção X-28 (28 vezes maior do que uma erupção X1).

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Os problemas imediatos após o apagão mundial

No mundo moderno quase todos os aparelhos ou máquinas rodam tanto com gasolina e com eletricidade. É difícil imaginar um mundo de hoje, na ausência de energia elétrica. A vida sem ela representa tentar imaginar o planeta sem chuva, ou seja, quase impossível de se manter a sobrevivência.
Em todo o mundo, as pessoas iriam engatar os bois para seus carros e trabalhar nos campos até o anoitecer. O trabalho depois do pôr do sol , não é possível sem iluminação adequada. Ausência de trens elétricos e bondes fariam as pessoas caminharem  horas para chegar aos escritórios. Nas casas, o bombeamento de água de poços não seria fácil.
Os computadores vão deixar de funcionar, a Internet daria blackout. De fato a eletricidade abriu o caminho para uma transição suave e progresso da humanidade. Ela mudou a forma como se comunicar e relaxar, ajudando a melhorar a decoração das cidades e casas e minimizando o esforço em vários campos no cotidiano.

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A vida sem eletricidade traria a demanda. A procura por teatros iria aumentar. Sem televisão, o homem vai achar que é difícil passar suas horas de lazer. Viver sem energia é como o sonho impossível, um lugar onde muito pouco trabalho é feito e muita gente vive. Certamente será mais tranquilo e haverá menos poluição.

Cronologia da tragedia:

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CINCO HORAS SEM ENERGIA ELÉTRICA

-Inicio dos problemas em telecomunicações;
-Oitenta porcento dos computadores fora de operação e sem acesso a internet;
-Comunicação somente acessível a rádio e TVs à bateria;
-Os Telefones celulares  com operações instáveis
-Hospitais sem geradores em sérios problemas
-Aparelhos de manutenção da vida começam a desligar;
-Necessidade de transferência de pacientes críticos;
-Os semáforos fora de operação, um caos nas cidades um alto índice de colisões;
-Locomoção noturna perigosa.

DOZE HORAS SEM ENERGIA ELÉTRICA 

– Alimentos armazenados em geladeiras e freezers já descongelaram;
– Problemas no abastecimento  de água;
– Sem segurança (garagens e portões elétricos);
– Trânsito piora consideravelmente, ocorrendo muitas mortes.
-Colapso da economia
– Problemas da falta de elevadores em prédios;
– Mobilização de geradores para grandes hospitais;
– Dificuldade de vendas, mercados e farmácias que dependem da automatização e autenticação de venda;
– Postos de gasolina não possuem mais bombas manuais (crise de abastecimento);
– Frigoríficos afetados sem resfriamento.

VINTE QUATRO HORAS SEM ENERGIA ELÉTRICA 

-Os órgãos responsáveis pela energia elétrica não dariam uma previsão
– O abastecimento de água é caótico em grandes cidades;
– Início do comprometimento do saneamento;
– Início da pausa de trabalho em empresas automatizadas;
– Pessoas perdidas sem noticia, alto índice de stress
– Problemas se o clima estiver em estremos;
– Os governos não dariam mais informações
– Início da subida de preços;
– Sensação de feriado nacional;
– Pânico começa a aumentar, toque de recolher
– Poucos possuem geradores para computadores e ainda assim encontrar uma conexão estável é difícil
– População ainda consome confiantes na volta da energia e das condições de vida anteriores.

QUARENTA E OITO HORAS SEM ENERGIA ELÉTRICA

– Governo pronuncia ainda a falta de previsão;
– Desespero
– Iniciam-se saques;
– Inicia-se a atuação policial intensa para o controle das massas
– Iniciam-se alternativas para retirar combustível de postos de combustível automatizados, porém não há previsão de reabastecimento dos mesmos;
– Falta de produtos e preços altos
– Início do comprometimento de produção de combustível;
– Prioridade de abastecimento para hospitais e prédios públicos com escolta;
– Escolas fechadas
– Sem combustível não existe a possibilidade de dispor de carros pipas para abastecimento de água;
– Intensifica-se a crise no saneamento;
– Bancos em situação de caos com clientes desejosos de retirar seus recursos;
– Cartões de crédito/débito se tornam inúteis;
– Sem celulares;
– Telefones fixos somente em pontos emergenciais.

QUINZE DIAS SEM ENERGIA ELÉTRICA 

– Sistema monetário em caos;
– Carros abandonados pela tentativa de muitos em chegar à algum lugar sem combustível;
– Colapso contribui para o impedimento de atendimento (bombeiros/polícia);
– Cada vez mais as pessoas ficam em casa (medo/expectativa);
– Inexiste o transporte público;
– Inicia-se a crise de subsistência (fome/sede/higiene);
– Grandes quantidades de perecíveis estragados são jogados fora, inicia-se o mal cheiro e proliferação de moscas (contaminação);
– Saques em ordem crescente iniciam-se;
– Início da atuação do exército nas ruas e também para distribuição racionada de alimento e água;
– Gangues e milícias iniciam suas organizações (proteção e saque de patrimônios);
– A polícia inicia uma migração para inserção no exército;
– Lixo acumulado nas ruas;
– Iniciam-se as pandemias e epidemias;
– Não há condição de atendimento em hospitais;
– Aumenta-se vertiginosamente as vítimas da violência urbana;
– Diabéticos declinam vertiginosamente a saúde (insulina necessita de refrigeração);
– Muitos começam a optar por sair dos grandes centros, o pânico é o maior inimigo neste tempo;
– Estradas intransitáveis pelo abandono de veículos;
– Os que possuem casa de campo/sítios/fazendas são os primeiros a deixarem as cidades;
– Bicicleta é o melhor meio de locomoção neste período.

TRINTA DIAS SEM ENERGIA ELÉTRICA 

– Pessoas do campo começam a temer invasões
– Muitos que tem geradores á diesel , solar ou eólicas ainda possuem energia no campo e vê pouca mudança no panorama ao seu redor;
– O quadro nas cidades continua a aumentar em caos;
– O perigo começa a ser melhor percebido nos grandes centros;
– Armas e munição valerão mais do que carros;
– Crise no abastecimento de medicamentos chega ao limite;
– Dejetos começam a ser jogados nas ruas aumentando a contaminação;
– Mortos passam a não ser mais enterrados;
– O governo percebe que não tem estoques de não perecíveis que atinjam a necessidade da população;
– Início da economia de trocas;
– Barricadas nas cidades limitando o fluxo de quem sai e quem entra;
– Início do processo cooperativo desorganizado;
– Informação circulará apenas através do rádio;
– Radioamadores e rádios que operam na frequência dos Citizen Band voltam a ter grande utilidade e podem funcionar à baterias de automóveis por longo tempo;
– Luz à noite somente via velas ou lamparinas à óleo;
– Os velhos dínamos voltam a ter serventia.

SESSENTA DIAS SEM ENERGIA ELÉTRICA 

– Quem possui treinamento em sobrevivência encontra alternativas (serão as mais valiosas neste período);
– Taxa de mortalidade aumenta vertiginosamente;
– Voltamos para o século XIX;
– A não adaptação a um mundo sem tecnologia cria verdadeiros enfermos que dependiam emocionalmente dela;
– Inicia-se a dificuldade de identificação civil;
– Cidades abandonadas;
– Os mais violentos sobrevivem;
– O Estado quase não existe mais, pois o controle é extremamente precário.

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