A sonda espacial New Horizons já chegou ao seu ponto de proximidade máxima com Plutão, a cerca de 12.500 quilômetros da superfície do planeta. O acontecimento histórico ocorreu às 8h50 (horário de Brasília) Julho de 2015, e foi festejado com gritos e aplausos no Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, em Maryland (EUA), o lugar a partir do qual a NASA controla a missão.

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Um fantástico sobre voo

Este fato científico chega depois de nove anos e meio de travessia e 4,828 milhões de quilômetros percorridos com o objetivo de lançar luz sobre um planeta anão que é um autêntico enigma para os cientistas. Mais luas, anéis, indícios de líquidos e até nuvens: a sonda pode encontrar tudo isso em Plutão, planeta descoberto em 1930 por Clyde Tombaugh, cujas cinzas viajam a bordo da sonda, junto com outros objetos.

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Menor que a Lua

Plutão, que tem cinco luas, tem uma atmosfera composta de nitrogênio, um sistema de estações complexo, características geológicas distintas e é composto principalmente de rocha e gelo.

O planeta anão gira em torno do sol em 247,7 anos. Com um diâmetro de 2300 km, é menor do que a Lua e tem uma massa 500 vezes inferior à da Terra. Plutão pode ter um oceano de água sob o gelo grosso, assim como sua lua Charon, onde poderia existir uma atmosfera.

Uma vez que a sonda tenha concluído sua missão de observação de Plutão e Caronte, ele poderia continuar sua jornada para se aproximar de outros objetos no Cinturão de Kuiper, uma vasta pilha de escombros para além da órbita de Netuno formada no momento do nascimento do sistema solar há 4,6 bilhões anos.

Graças ao telescópio espacial Hubble, a missão científica da New Horizons identificou três objetos potencialmente interessantes, que a sonda poderia ir vasculhar. Com um diâmetro de 25 a 55 km, estão a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros da Plutão.

A nave espacial tem a bordo sete instrumentos, como espectrômetros de imagens em infravermelho e ultravioleta, duas câmeras com um telescópio de alta resolução, dois poderosos espectrômetros de partículas e um detector de poeira spacial.

A energia da sonda New Horizons depende de um único gerador termoelétrico e opera com menos eletricidade do que duas lâmpadas de 100 watts.

A NASA também convida os internautas, até 24 de abril, a ajudar os cientistas a batizarem localizações geográficas de Plutão e suas luas.

Em 2006, a União Astronômica Internacional retirou o estatuto de planeta de Plutão dado seu pequeno tamanho – tendo sido enquadrado na categoria de planetas anões.

Missão New Horizons chega a Plutão em voo histórico

Depois de viajar nove anos e quase 5 bilhões de quilômetros, a sonda da Nasa fez um rasante de ‘apenas’ 12 500 quilômetros de altitude sobre o planeta anão nesta terça-feira. É a primeira vez que uma espaçonave chega a essa parte do Universo, nos limites do sistema solar.

A sonda espacial New Horizons fez um voo rasante histórico, de 12 500 quilômetros de altitude, em Plutão, nesta terça-feira. Ás 8h49 (horário de Brasília), os astrônomos que esperaram por nove anos por essa primeira aproximação de uma espaçonave no planeta anão, encheram uma sala do Centro de Física Aplicada Johns Hopkins, no subúrbio de Washington, nos Estados Unidos, de palmas e gritos emocionados ao verem que a nave chegou aparentemente sem problemas ao destino. “A sonda New Horizons conseguiu a maior aproximação de Plutão após uma jornada de 5 bilhões de quilômetros”, afirmou o comentarista da Nasa, enquanto os espectadores tremulavam bandeiras americanas. “Completamos o reconhecimento do Sistema Solar”, acrescentou o astrônomo Alan Stern, líder da missão New Horizons e cientista do Southest Research Institute, nos Estados Unidos (SwRI, na sigla em inglês.

A Lesma Gigante de Plutão 

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Na imagem podemos observar um misterioso objeto que parece estar ‘deslizando’ pela superfície de Plutão dentro de uma das valetas encontradas na planície conhecida como Sputnik Planum. Especialistas da NASA acreditam que o objeto, cuja aparência lembra a de uma lesma, poderia ser um “bloco sujo” de água gelada “boiando” no denso nitrogênio sólido, enquanto é arrastado para a beirada de uma célula convencional.

A imagem, transmitida para a Terra em 24 de dezembro de 2015, foi obtida pelo telescópio Long Range Reconnaissance Imager (LORRI), à uma distância de aproximadamente 17.000 quilômetros.

O vídeo abaixo foi liberado pela Nasa de um sobrevôo

sobre Plutão, com câmeras de alta resolução, feito a 12.500 kilometros nos leva a uma viagem fantástica viagem.

 

Cinturão de Kuiper

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É uma área do sistema solar que se estende desde a órbita de Netuno (a 30 UA do Sol) até 50 UA do Sol. Os objetos do cinturão de Kuiper são comummente chamados de KBO (Kuiper belt object).

Este cinturão contém milhares de pequenos corpos, estes com formação semelhante à dos cometas. A diferença é que estes pequenos corpos nunca volatizaram seus gelos, de maneira que não possuem nem coma nem cauda, isso se dá por eles estarem orbitando longe do calor do Sol.

Destes, são conhecidos doze com diâmetro de quase ou mais de 1000 km. Há inclusive um corpo, Éris, que tem maior massa que Plutão, apesar de ser ultrapassado em volume, segundo as novas medições da sonda espacial New Horizons.

A viagem ao desconhecido 

A sonda New Horizons da NASA  está viajando em direção a um objeto misterioso no Cinturão de Kuiper conhecido como MU69. Observações recentes indicam uma superfície bastante avermelhada – possivelmente ainda mais vermelha do que as manchas encontradas em Plutão.

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Este pequeno objeto no Cinturão de Kuiper, que mede entre 30 e 40 km de diâmetro, está localizado a 1,6 bilhão de km além de Plutão. Quando a New Horizons chegar por lá no dia 1 de janeiro de 2019, ela estará 43,3 vezes mais distante do Sol do que a Terra. Incrivelmente, a New Horizons vai voar mais próximo a MU69 do que esteve de Plutão quando fez seu sobrevoo histórico no dia 15 de julho de 2015.

A cor avermelhada do MU69, assim como as manchas vermelhas em Plutão e em sua lua Caronte, sugere a presença de tolina, uma classe de moléculas formadas através da irradiação ultravioleta de compostos orgânicos simples como o metano e o etano.

A tolina não é formada naturalmente na Terra, mas é abundante na superfície de corpos congelados no sistema solar distante. Usando o Hubble, cientistas confirmaram que MU69 faz parte da região “fria clássica” do Cinturão de Kuiper, que contém alguns dos objetos mais antigos do sistema solar.