O programa Venera, foi uma série de sondas espaciais desenvolvidas pelo programa espacial soviético, para a coleta de informações do planeta Vênus. Eram lançadas em pares, com uma segunda sonda sendo lançada uma ou duas semanas após o lançamento da primeira. Os desenhos e os equipamentos carregados pelas sondas da série variaram ao longo dos anos, sendo gradualmente aperfeiçoados para resistir às extremas condições da atmosfera e da superfície do planeta Vênus.

O Programa Venera se estendeu de 1961 até 1983. Existe um novo projeto russo, chamado Venera-D, que pretende explorar o planeta por radar e também localizar lugares para próximos pousos sobre a superfície.

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O projeto era composto de 16 naves. As oito primeiras foram projetadas para pousar no planeta, enquanto as oito sondas seguintes foram concebidas de modo diferente. Eram lançadas aos pares, sendo compostas de uma sonda orbital e de uma nave robótica projetada para pousar e resistir por pelo menos 30 minutos antes de ser destruida pela temperatura de cerca de 460 graus centígrados.

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A primeira sonda da série a chegar a Vênus foi a Venera 4, em 18 de Outubro de 1967. A nave não pousou na superfície, mas foi a primeira a retornar dados da atmosfera, além de ser a primeira a fazer uma transmissão interplanetária.

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Dois anos depois foi a vez da Venera 5. Em maio de 1969 o artefato transmitiu com sucesso dados da atmosfera antes de ser esmagado pela pressão, quando estava a apenas 26 mil metros de altitude.

 

Em 16 de dezembro de 1970, a Venera 7 conseguiu finalmente pousar na superfície. Resistiu 23 minutos sob o calor intenso e pressão esmagadora, mas foi a primeira que conseguiu transmitir dados a partir de outro planeta.

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As primeiras imagens em preto e branco feitas a partir da superfície foram tomadas pela Venera 9, em 22 de outubro de 1975. Dessa vez a sonda conseguiu resistir um pouco mais e foi destroçada em longos 53 minutos.

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Em 1 de março de 1982 a sonda Venera 13 registrou a primeira imagem colorida da superfície de Vênus, além de descobrir basalto na superfície com auxílio de um espectrômetro. A nave resistiu mais que as anteriores e durante 114 minutos coletou dados que até hoje são estudados pelos cientistas.

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A Estranha Descoberta

O Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Russa de Ciências publicou uma série de fotografias tiradas pela sonda Venera, que supostamente mostram evidências de organismos vivos em Vênus, um dos lugares mais inóspitos para os seres humanos no Sistema Solar.

Vênus é o planeta mais quente do Sistema Solar; isso é devido principalmente a sua atmosfera, que contém 97 por cento de dióxido de carbono, um gás de efeito estufa que prende o calor. A temperatura constante em Vênus é de 480 graus Celsius, uma temperatura suficientemente quente para derreter Chumbo, mais quente que  o Planeta Mercúrio, bem mais próximo do Sol.

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Suposta imagem de Venus

 

De acordo com a explicação de Leonid Ksanfomaliti, doutor em ciências físicas e matemáticas do Instituto de Investigação Espacial, as imagens obtidas há 30 anos revelam o movimento de objetos muito estranhos na superfície de Vênus. Porém, a NASA se encarregou rapidamente de desacreditar a descoberta. O disco que se vê em movimento na superfície é uma tampa da lente, e a criatura em forma de escorpião é, na verdade, o “ruído” de uma foto de segunda mão que não está presente na imagem original.

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Estranha imagem obtida pela Venera 13

Ksanfomaliti acredita que, nas imagens, uma criatura em forma de escorpião, um disco e uma aba preta se movem diante da câmera incorporada na sonda Venera 13. Segundo os informes de uma agência de notícias russa, Ksanfomaliti explicou em um artigo da revista Investigação do Sistema Solar: “Todos eles surgem do nada, flutuam e desaparecem”.

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O problema com a ciência e estudiosos em busca de vida extraterrestre é que a humanidade acredita que para a vida existir em outros lugares no sistema solar ou no universo, um planeta deve ter um clima semelhante e condições similares as da Terra.