Um peculiar asteroide passou raspando a Terra no dia 25/2017, A última vez que o asteroide 2015 TB145 passou perto da Terra foi no fim de outubro de 2015, época em que muitos países comemoram o Dia das Bruxas. Por isso, os cientistas o apelidaram de “Asteroide do Halloween”

Astrônomos acompanharam quando ele estava a uma distância de aproximadamente 486 mil km – apenas 1,3 vezes a distância da Lua à Terra. A proximidade significava que o objeto estava mais iluminado. Por isso, cientistas europeus, americanos e latino-americanos apontaram seus instrumentos para o 2015 TB145.

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Em algumas das imagens, por causa da iluminação do Sol que incide na sua superfície o asteroide se assemelhava, em alguns ângulos, a um crânio humano.

O pesquisador Pablo Santos-Sanz, dos Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), também organizou campanhas de observação do asteroide para descobrir suas características.

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O asteroide retornará em novembro de 2018, no entanto, ele passará a uma distância 105 vezes maior que a da Terra à Lua – o que ainda é próximo o suficiente para que seja possível estudá-lo.

Em 2088, o 2015 TB145 passará pela Terra a uma distância equivalente a 20 vezes a distância entre nosso planeta e o satélite.

Caracteristicas

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O Asteroide do Halloween tem entre 625 a 700 metros de diâmetro, segundo o estudo publicado por Pablo Santos-Sanz e sua equipe no periódico Astronomy and Astrophysics.

Seu período de rotação  celeste, o que seria a duração do seu “dia” – entre 2,94 horas e 4,78 horas, de acordo com a observação,  seu formato, uma elipse achatada, que reflete apenas entre 5% e 6% da luz do sol que a atinge.

Segundo análises chegaram à conclusão  que é um asteróide muito escuro, só um pouco mais reflexivo que o carvão”, disse Santos-Sanz em nota.

Suspeita-se que o Asteroide do Halloween pode ser um cometa extinto, que perdeu bastante água e outros componentes voláteis durante as voltas que deu ao redor do Sol.

Diferenças 

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Asteroide e cometas são diferenciados por sua composição (os primeiros são mais rochosos e metálicos, e os últimos têm uma proporção maior de gelo e rochas) e pelo tipo de órbita ao redor do Sol. Mas nem sempre é fácil diferenciá-los com as observações que a distância permite fazer.

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Agora, os pesquisadores aguardam que novembro de 2018 traga mais novidades sobre a natureza destes objetos.

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“Apesar de essa passagem próxima não ser tão favorável, conseguiremos como obter novos dados que podem aumentar nosso conhecimento sobre a massa dele e outras que passam pelo planeta”, disse Pablo Santos-Cruz.