O Cinturão de Kuiper, é uma área do sistema solar que se estende desde a órbita de Netuno (a 30 UA do Sol) até 50 UA do Sol. Os objetos do cinturão de Kuiper são comumente chamados de KBO (Kuiper belt object).

A existência desta região foi sugerida pelo astrônomo Gerard Kuiper (1905-1973) em 1951. Em 1993, Miles Standish reanalisou os dados, e descobriu que a anomalia era menor. No entanto, desde a descoberta de (15760) 1992 QB1 — o primeiro objeto nesta região —, já foram catalogados mais de mil outros pequenos objetos transnetunianos. Acredita-se que nesta região existam mais de 100 mil pequenos corpos celestes.

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Este cinturão contém milhares de pequenos corpos, estes com formação semelhante à dos cometas. A diferença é que estes pequenos corpos nunca volatizaram seus gelos, de maneira que não possuem nem coma nem cauda, isso se dá por eles estarem orbitando longe do calor do Sol.

Destes, são conhecidos doze com diâmetro de quase ou mais de 1000 km. Há inclusive um corpo, Éris, que tem maior massa que Plutão, apesar de ser ultrapassado em volume, segundo as novas medições da sonda espacial New Horizons.

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Kuiper

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Em 1951, Gerard Peter Kuiper (1905-1973) havia proposto serem os cometas de curto período oriundos de uma região plana, coincidente com o plano das órbitas dos planetas, com início logo após a órbita de Netuno (aproximadamente 30 UA do Sol) e se extendendo até aproximadamente 100 UA. Esse é o modelo atualmente aceito para a origem dos cometas de curto período. Essa “arruela” de núcleos cometários é hoje chamada de “Cinturão de Kuiper”.

Estima-se que o Cinturão de Kuiper seja constituído por volta de 10.000 objetos com mais de 300 Km de diâmetro; 35.000 com mais de 100 Km; 3.000.000 com mais de 30 Km; etc. de diâmetro; 35.000 com mais de 100 Km; 3.000.000 com mais de 30 Km; etc.

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A origem do cinturão de Kuiper é incerta mas, devido ao seu formato, acredita-se que seus objetos são remanescentes da nebulosa protossolar. KBOs são rochas congeladas contendo metano, amônia e água com tamanhos que podem variar de 100 a 1000 km, com alguns maiores que isto. Estima-se que no passado eram maiores e mais numerosos, mas interações com os planetas (principalmente Netuno) e colisões mútuas acabaram por expulsar boa parte deles, seja em direção ao Sol ou planetas internos, como Júpiter, seja para regiões externas do Sistema Solar, para região da nuvem de Oort.

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Nessa fantástica projeção do Sistema Solar podemos observar, o Cinturão de Kuiper, e a distância das voyager em relação a Terra.

Desde 1992, cerca de 36 objetos designados transnetunianos (por estarem além da órita de Netuno) têm sido detectados e classificados como integrantes do Cinturão de Kuiper, um conjunto de microplanetas gélidos que provavelmente não conseguiram no passado do Sistema Solar aglutinar na forma de um planeta. Abaixo reproduzimos uma carta que relata a descoberta de um objeto trasnetuniano não usual em relação à clássica população que compõem o cinturão de Kuiper e a nuvem de Ort. O objeto designado como 1999 TL 66 foi descoberto em 09 de outubro de 1996 com o auxílio de um detetor CCD de campo amplo instalado no Telescópio de 2,2m em Mauna Kea da Universidade do Havaí. Ele tem uma magnitude de 20,9 e é o mais brilhante objeto transnetuniano encontrado desde Plutão e Caronte. As observações desse novo objeto foram continuadas de outubro de 1992 a fevereiro de 1997 com o telescópio de 1,2m do Observatório F.L. Whipple e com um telescópio particular de 0,6m do Novo México (EUA) com o objetivo de determinar a sua órbita. Esse asteróide tem uma órbita com semi eixo maior de 85 unidades astronômicas, excentricidade de 0,58 e com uma inclinação de 24 graus.
Esse objeto é a primeira evidência direta de que a população de objetos transnetunianos extende-se além da região entre 30 a 50 unidades astronômicas e que pode ter objetos muito mais massivos ja identificados.

Novos Planetas

A existência de possíveis planetas próximos ao Cinturão não é exatamente uma novidade: até Plutão já havia sido considerado um “planeta novo” até sua descoberta, em 1930, e relegado ao título de planeta-anão muitos anos depois. Há também Makemake e Haumea, dois planetas-anões que ficam no Cinturão, e há também Eris, que é mais massivo que Plutão e orbita a Terra de uma longa distância. Mas todos esses exemplos contêm menos massa que o “nono planeta.

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A órbita do novo planeta é imensa, nunca chegando mais perto do Sol do que 30,5 bilhões de quilômetros, que representa cinco vezes a distância da órbita média de Plutão. Em tese, esse planeta seria extremamente frio e escuro, o que justifica que nunca tenhamos tirado uma foto dele. A existência dele é tão controversa que os estudiosos do Caltech iniciaram sua pesquisa para provar que ele realmente não existia – mas após anos de estudos, Brown e Batygin realmente perceberam que o modelo das órbitas discrepantes que estudavam só seria possível se o “nono planeta” realmente existisse.

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Para explicar como as órbitas se movimentam, Pesquisadores as comparou com um relógio. “É como se você tivesse seis ponteiros de relógios se movimentando em diferentes velocidades e, quando você olha para elas, estão todas no mesmo lugar”, explicou. “Basicamente, isso não acontece de forma aleatória”.

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Contudo, os estudos  não são definitivos – e ainda não comprovam a existência do planeta, que tem 60% de chance de ser real. Além dessa possibilidade, existia a chance de ser um objeto formado recentemente no Cinturão, uma compressão de cometas e pedras espaciais que se juntaram de alguma forma. Logo perceberam que isso realmente parece impossível, porque o Cinturão não contém massa suficiente. Já um planeta cinco vezes mais massivo que a Terra, que se formou junto com o Sistema Solar, se encaixa perfeitamente no modelo – e explica outros estranhos fenômenos descobertos no Cinturão recentemente.

A solução ideal, de fato, seria tirar uma foto do planeta e acabar com o a dúvida. Como é muito distante, os pesquisadores acreditam que alguns instrumentos potentes, como o telescópio japonês da Subaru, localizado hoje no Havaí, possa ser ideal para tirar a fotografia, quando o planeta estiver mais próximo do Sol – o que, bem, pode levar cerca de dez mil anos.