Um dos avistamentos ufológicos mais extraordinários ocorrido na aviação mundial, se deu exatamente no Brasil, para ser exato com uma das grandes e saudosas empresas brasileiras , que na época pertencia ao governo do estado de São Paulo, ”VASP”  , infelizmente no dia 27 de janeiro de 2005 com uma frota de 34 aeronaves encerrou suas operações.

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Era uma madrugada calma com poucas nuvens do dia 8 de fevereiro de 1982, o Avião era um Boeing 727/200 de fabricarão americana, prefixo PP-SNG, sob comando estava o Comandante Gerson Maciel de Britto, um piloto experiente, a rota seria Aeroporto Internacional de Fortaleza para São Paulo, com escala no Rio de Janeiro aeroporto do Galeão.

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O Boeing 727 decolou à uma hora e cinqüenta minutos da madrugada, e não houve qualquer novidade até chegar nas proximidades da cidade de Petrolina, em Pernambuco, quando Britto observou um foco luminoso à esquerda da aeronave.

O comandante, então, entrou em contato com o centro de controle de Recife responsável por controlar  aeronaves voando nessa região , tentando saber que avião seria aquele –  o Centro Recife informou que não havia sinal de qualquer aeronave nas proximidades naquele momento.

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Britto sinalizou os faróis do Boeing e reduziu a iluminação da cabine para melhor observar o objeto, pensando se identificar visualmente, pois suspeitava ser algum avião não identificado, voando naquela área, sem contato radar com o Centro Recife.

O objeto continuava voando próximo ao Boeing, em silêncio, e as suas evoluções eram notadas tanto pelo comandante quanto pela tripulação.

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O  Ovni  acompanhou o avião à uma distância relativa na mesma velocidade deste. Segundo Brito, o objeto tinha luminosidade compacta, muito viva e bem diferente da produzida pelo planeta Vênus. A coloração do objeto era vermelho e laranja nas bordas e no centro branco-azulado. O OVNI realizava movimentos para cima e para baixo o que exclui a possibilidade de que o mesmo seja o planeta Vênus, como chegou-se a cogitar.

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Mais tarde, em comunicação com o CENTRO-BRASÍLIA, eles informaram todos os detalhes do avistamento. O Centro de Controle em Brasília informou que não tinha nenhuma informação a respeito e solicitou que outros aviões voando na região informassem caso avistassem alguma coisa. Um avião da Aerolíneas Argentinas, vôo 169, confirmou a presença do estranho objeto. Mais tarde, outro avião, desta vez da Transbrasil, vôo 177, reportou a presença do estranho objeto.

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Quando o vôo 169 passava pela região de Belo Horizonte controlada pelo Centro Brasília, o comandante Gerson Maciel de Britto resolveu informar os passageiros sobre a presença do estranho acompanhante. Neste momento, o objeto aproximou-se ainda mais do boeing apresentando-se mais nitidamente. Neste momento, o CINDACTA entrou em contato informando ter detectado um alvo não identificado a 9 horas e a aproximadamente 8 milhas de distância (aproximadamente 12 km).

O objeto continuou a ser avistado até as proximidades do aeroporto do Galeão, quando saiu da lateral e posicionou-se à frente do avião. Após o pouso o objeto não foi mais visto. Logo após a experiência, o comandante Brito redigiu um relatório interno da VASP.

Segue abaixo o relatório oficial na íntegra 

VASP VIAÇÃO AÉREA SÃO PAULO S.A.

Edifício VASP – Aeroporto de Congonhas – Fone 240-2011 – São Paulo

CGC 60703923/0001-31

São Paulo, 10 de fevereiro de 1982.

D O: Comte. Gerson Maciel de BRITTO

A O: Comte. WLADMIR Vega

GERENTE DO DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES DA VASP 

REF. : RELATÓRIO DO VÔO 169/0802 – 1982

Este relatório visa dar conhecimento a essa Chefia, do fato verificado e registrado na data supra. Ao setor competente, analisá-lo tecnicamente afim de encaminhá-lo ao Ministério da Aeronáutica e demais órgãos especializados que possam interessar-se pelo assunto, com o propósito de extrair dados à estudos e/ou análises coerentes com a finalidade de que estão estruturados e a que este relato se propõe.

Decolamos à 1h50′ com subida em rota e o vôo transcorreu-se sem novidades durante 1h22′ e a 33′ da cidade de Petrolina, fixo da nossa navegação na aerovia UR 1, quando observei à esquerda da aeronave e ao centro da janela, um foco luminoso, semelhante inicialmente a Runway e/ou Landing lights de outra aeronave. Como não havíamos recebido qualquer informação desde que voávamos na jurisdição da FIR RECIFE, quando das transmissões dos fixos PETROLINA, BODAS e KONSA, da respectiva RÁDIO RECIFE, sobre qualquer tráfego que estivesse voando fora de aerovia para cruzamento com a UR 1, como também qualquer missão especial da Força Aérea naquele setor, e não ter havido cópia nas transmissões em 126.9 para cruzamento com a UW 10 e UW 42, mesmo estando nós em contato bilateral com aquela rádio, surpreendeu-nos.  Comecei a sinalizar com os nossos faróis, reduzindo a iluminação da cabine para melhor observação. Mesmo com difícil possibilidade, talvez um tráfego não controlado. Esperamos a resposta à ampla sinalização que fazíamos, além das luzes normais para cruzeiro noturno do Boeing 727/200, que certamente daria a entender tratar-se de outra aeronave e por outra, voávamos em aerovia. Obviamente, qualquer aeronave teria observado e responderia como normalmente ocorre, como é evidente também, deveria estar sintonizada em 126.9, para voar naquele nível e estar próxima a uma aerovia. Não houve correspondência aos nossos sinais e nada transmitido às cegas em 126.9. A minha tripulação técnica, fazia observações conjuntas, constatando o fato e sem entender o que poderia ser. Desde o primeiro contato visual do foco, pela forma da incidência luminosa, parecia estar voltado em nossa direção e com aparente nível, ligeiramente acima do nosso, pois que visto primeiramente mais ou menos no centro da janela (2).  Como era noite clara, luar pleno, e as condições de tempo com visibilidade ilimitada em reta, poder-se-ia também ver com melhor focagem de vista, a camada obscurecida e rarefeita da atmosfera, cujos limites com relação ao espaço límpido acima era bem delineado. O foco mantinha uma posição relativa ao nosso deslocamento na velocidade de Mach. 80. A intensidade da luz era compacta, muito viva e contrastava sobremaneira com a luminosidade de Vênus e demais estrelas, bem mais tênues, possivelmente, em decorrência do luar que fazia. Desejo frisar que Vênus é o já velho conhecido planeta de luminescência mais branda, fixa e com posição definida pela rotação da Terra e tom sempre azulado.  O foco que observávamos, efetuava deslocamentos no sentido vertical acima do seu ponto de origem e abaixo, com relação ao seu eixo. Se fossemos medir no painel da janela onde era observado, daria aproximadamente uns 15 cms do centro.  Eu, o Co-piloto Alberto e F/E. Cesarino, sempre atentos e muito intrigados, com expressões que vinculavam aquele estado de surpresa. Algo muito interessante, era a perspectiva do foco com o setor estelar e as mutações de cores, como pigmentado em vermelho e laranja em sua periferia (toda) com o núcleo e demais porções do mesmo predominando o branco e o azulado. Era incrível o potencial de luminescência e a velocidade relativa que desenvolvia nos deslocamentos, verticais e longitudinais de seus eixos no plano de simetria com o horizonte e com nossa aeronave. O piloto automático ligado e o avião estabilizado, não dava margens de dúvidas, quanto à informações ilusórias de movimentos. Após o fixo KAKUD, e em contato com CENTRO BRASÍLIA, voando no FIR/UTA BRASÍLIA, foi solicitado informes sobre tráfegos naquele setor, ainda não conformados com o que víamos e não conseguíamos definir, e relatamos então a BRASÍLIA, com todos os detalhes. Como BRASÍLIA nada tinha a informar, pedimos que algum tráfego voando naquele setor e em contato com aquele órgão tentasse observar também aquele fenômeno, pois já assim podaria ser qualificado. BRASÍLIA informou-nos, então o tráfego do AEROLÍNEAS ARGENTINAS 169, que voava atrás do nosso tráfego a uma distância significativa, para Buenos Aires. Esse tráfego foi questionado a respeito, e confirmou a nossa observação. O foco aparentava afastar-se no plano horizontal e reassumir o ponto anterior, reaproximando-se a velocidade muito grande.  A intensidade e dimensão diminuía e aumentava em ciclos alternados, e também com as mutações de cores. Mais tarde era a aeronave TRANSBRASIL 177, que estava na freqüência com BRASÍLIA e após questionada, confirmava a observação com todos os detalhes por nós informados. Voava ele de Brasília para o Rio de Janeiro. Alternadamente, fiquei a sinalizar com faróis, procurando um contato qualquer e possível como resposta, fosse o que fosse, mas já àquela altura, conscientizando-me que deveria tratar-se de um objeto não identificado, com tecnologia muito avançada e que não poderíamos prever, forma tipo ou tamanho. Só com possibilidades incríveis de velocidade e deslocamento e cores variadas, predominando o branco azulado e pigmentado perifericamente em vermelho e laranja. Após as confirmações de duas (2) aeronaves em cursos distintos, além da nossa, com ângulos de observação diferentes, iguais tomadas de detalhes, evidentemente, deparávamos com um fenômeno real e irrefutável.  Para o nível de conhecimento do que dispúnhamos e cadastrados para a ciência e tecnologia atual, aquilo que víamos era uma verdade insofismável ao sentido da visão, cuja performance não poderíamos aquilatar. Propus-me inclusive a mentalizar uma forma telepática, para um enlace qualquer via sinais no equipamento rádio que dispúnhamos (VHF), por sinal síncrono, alternados ou alternantes com a sinalização que fazíamos, ou mesmo mensagens em nosso idioma ou outro que entendêssemos, ou mesmo outra forma qualquer, mas que pudesse ser identificada como resposta.  Nesta condição, e após Belo Horizonte, 3 ou 4 minutos depois, ocorreu o que poderia classificar como o clímax do fenômeno OVNI. Uma realidade em tamanha evidência, que não poder-se-ia mais negar aquela verdade inconteste. Estava alí, a luz da razão e da própria honestidade de quem o visse.  Equilibrado psicologicamente, por já ter experiências anteriores e conhecedor do projeto UFO, acompanho-o durante muitos anos, mas sempre na condição de observar o confronto direto,  foi que, naquela clarividência, conclamei ao restante da tripulação e passageiros, porém de forma a não criar tumulto ou atropelo, à presenciarem também àquela aproximação máxima do OVNI, em todo o seu esplendor,  e então, coincidentemente ou não, o CINDACTA chamou-nos informando detectar um ponto em nossa posição nove (9) horas e há oito (8) milhas da nossa aeronave.  Confirmava-se mais uma vez a aproximação do OVNI, cuja imagem que impressionava há bastante tempo aos nossos olhos, o fazia também na tela do RADAR. Acompanhou-nos lateralmente, com resplandecência na cabine (parabrisas), durante um bom espaço de tempo e durante nossa descida e quando atravessamos a camada de nuvens sobre a serra, podíamos notar, sempre lateralmente o Objeto, com iluminação viva, difundindo-se quando essa camada era rarefeita e eclipsando-se, quando mais compacta. Isto até (2) duas milhas do marcador externo da pista 14 do Galeão, quando mudou de posição lateral para frontal do avião, estimadamente sobre o fundo da baía e a um nível de mais ou menos 6.000 FT (perspectiva estimada). Informamos ao Controle Rio e pedimos que tentasse detectá-lo ao que não foi possível. Só tiramos a observação do mesmo para a manobra do pouso. Mais ou menos 3 minutos antes (0434′). Na etapa subseqüente, já amanhecendo, não tivemos mais nenhum contato até o pouso em São Paulo. Em complemento não houve interferência no sistema da aeronave.

Sem mais a declarar, qualquer detalhe que julguem necessário e por ventura não tenha sido esclarecido,

(Assina) Comte. Gerson Maciel de BRITTO

Alguns passageiros do voo confirmaram inteiramente as palavras do comandante, e a própria VASP, que fez a sua própria investigação sobre o fato, que não conseguiu comprovar que tenha havido qualquer engano ou mentira deliberada por parte daqueles que viram o UFO.

O mais curioso em toda essa história é que alguns passageiros que acompanharam o vôo do UFO, ao lado do avião, não esconderam seu espanto diante do que assistiram durante horas.

Uma passageira, Silézia Del Rosso, conta que o objeto “brilhava como uma lâmpada de mercúrio, de iluminação pública. Fiquei empolgada e todos os passageiros procuravam inteirar-se do avistamento, disputando as janelas do avião. Mesmo assim estavam todos calmos, como se estivessem acostumados a ver todos os dias os UFOs”.

Vários outros passageiros confirmaram o encontro, com exceção de alguns religiosos, que saíram de Fortaleza para a XX Assembléia Geral da CNBB.

Estavam no vôo o bispo auxiliar de Fortaleza, Dom José Teixeira, Dom Edmilson Cruz, bispo Crato, Dom Pompeu Bessa, de Limoeira do Norte e Dom Aloísio Lorscheider, cardeal arcebispo de Fortaleza.

Curiosamente os religiosos não quiseram sequer olhar para o que se passava ao lado da nave, e Dom Aloísio chegou a dizer que “não queria saber dessas coisas”.

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Os jornais, a rádio e televisão se interessaram de todas as formas pelo avistamento, e durante alguns dias este foi o tema principal dos meios de comunicação no Brasil.

Em pouco tempo, no entanto, começaram a surgir os desmentidos: o comandante estava enganado, o objeto era o planeta Vênus, todos confundiram um simples reflexo com o objeto. O comandante Britto, porém, jamais negou nada do que havia dito: para ele, um piloto experiente e sereno – o voo 169 foi seguido por um UFO.