Trindade e Martim Vaz, é um arquipélago brasileiro localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 1 200 km a leste da sede do município de Vitória, do qual faz parte, no estado do Espírito Santo. De todas as ilhas desse arquipélago, apenas Trindade é habitada e a única localidade existente na ilha é o Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), uma guarnição militar mantida pela Marinha do Brasil.

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O POIT é o local habitado mais remoto do Brasil, estando situado a 1 025 km de distância da localidade mais próxima, que é a guarnição mantida pela Marinha na Ilha Santa Bárbara, no Arquipélago dos Abrolhos. Já as Ilhas Martim Vaz, são conhecidas por serem o ponto extremo leste de todo o território brasileiro, sendo juntamente com o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, um dos dois primeiros locais onde acontecem o nascer e o pôr do sol no Brasil.

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O arquipélago é constituído por duas ilhas principais (Trindade e Martim Vaz), separadas por 48 quilômetros, que somam uma área total de 10,4 km². As ilhas são consideradas, pelos navegadores, como um imenso oásis no oceano atlantico.

 O Mistério

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Mais um mistério é a suposta aparição de objeto voador não identificado em 1958. No navio Almirante Saldanha, estavam 40 pessoas no convés quando um objeto surgiu sobre as montanhas. O fotógrafo Almiro Baraúna registrou o fato em sete fotos que correram o mundo. “Meu tio deu muitas palestras. Há quem diga que as imagens são falsas, mas há muitas teorias para comprová-la”, diz Mara Baraúna. Almiro morreu em 2001 crente que fez um flagrante.

A História 

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“Em 16 de janeiro de 1958, o navio-escola de guerra da marinha “Almirante Saldanha” estava atracado em uma enseada na Ilha Trindade, a umas 800 milhas da costa do Espírito Santo. Eram por volta das 11h, céu claro, a tripulação se preparava para retornar ao Rio de Janeiro quando de repente um grupo de pessoas na popa do navio, dentre elas o capitão-aviador aposentado da Força Aérea Brasileira José Viegas, alertou a todos. Instantaneamente, todos que estavam no convés, umas cinquenta pessoas, começaram a ver um estranho objeto prateado e com forma de pires que se moveu do mar na direção da ilha. O objeto não emitiu nenhum ruído, era luminoso e às vezes se movia rapidamente, depois devagar, para cima e suavemente para baixo e quando acelerava deixava um rastro branco fosforescente que desaparecia rapidamente. Em sua trajetória, o objeto desapareceu detrás da montanha Pico Desejado, todos esperavam que fosse aparecer do outro lado da montanha, porém alguns ele reapareceu na mesma direção, parou por alguns segundos e então desapareceu novamente a uma grande velocidade pelo horizonte. Em um primeiro momento quando o objeto retornou, fui capaz de tirar seis fotos, das quais duas se perderam devido ao pandemônio no convés, e as outras quatro fotos mostram o objeto no horizonte, em uma sequência razoável, aproximando-se da ilha do lado da montanha, e finalmente desaparecendo, indo embora. Eu tirei o filme de minha câmera 20 minutos depois seguindo o pedido do comandante, que queria saber se as fotos eram de boa qualidade. Quase toda a tripulação do navio viu o filme e eram unânimes em seus reportes ao Serviço Secreto da Marinha Brasileira.

 

 

O Relatorio 

O relatório oficial (documento confidencial n.o 0098/M-20) do Almirante-de-Esquadra Antônio Maria de Carvalho, chefe do Alto Comando Naval, diz o seguinte, entre outras coisas:

1) Enfim, foi registrado mais outro alarme de OVNIS, àS 12:15 horas do dia 16 de janeiro de 1958; dessa vez, aconteceu a bordo do Almirante Saldanha, ancorado ao largo da ilha da Trindade. O navio estava prestes a zarpar, e a pinaça, usada para a travessia até a terra, estava sendo recolhida por membros da tripulação, quando, de popa a proa, soou o alarme dos OVNIS”,

2) Um fotógrafo profissional, civil, que se encontrava a bordo, postado na popa, fotografando o recolhimento da pinaça, teve sua atenção chamada para o disco voador, do qual bateu as quatro fotos anexas. , . “

3) Após o aparecimento, Almiro Baraúna, o fotógrafo, retirou o filme da câmara, na presença do Capitão-de-Corveta Carlos Alberto Bacelar e outros oficiais. Posteriormente, o fotógrafo foi até o laboratório montado no navio de pesquisas, em companhia do Capitão Bacelar. O filme foi revelado dentro de dez minutos; em seguida, os negativos foram examinados por Bacelar. No seu relatório, Bacelar confirmou que os negativos ainda estavam molhados ao lhe serem entregues para exame, e neles reconheceu O OVNI em apreço”.

4) Em seguida, os negativos foram mostrados a membros da tripulação, testemunhas oculares do aparecimento. Eles confirmaram que o objeto nas fotos era idêntico ao que avistaram no ar”.

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Com autorização do Ministério da Marinha, o depoimento abaixo, prestado pelo Capitão-de-Corveta Carlos AIberro Bacelar, foi liberado para publicação pela imprensa:

 

 

Depoimento do Capitão Carlos Alberto Bacelar 

 

1) Efetivamente, um objeto voador não identificado foi avistado por um número de pessoas presentes no convés do Almirante Saldanha. Eu, pessoalmente, não testemunhei aquele aparecimento, porque, no preciso instante, me encontrava no interior da minha cabine. Porém, imediatamente, fui chamado para a ponte.

2) O incidente provocou forte comoção, como, aliás, não poderia deixar de acontecer, e, muitas pessoas, alarmadas com os gritos das testemunhas, correram para o convés.

3) Almiro Baraúna, fotógrafo profissional, estava no convés com a sua câmara e, após a ocorrência, ficou em estado de exaustão nervosa. Permaneci a seu lado o tempo todo, porque queria presenciar a revelação do filme.

4) Tão logo Almiro se recuperou, mais ou menos uma hora após o ocorrido, o filme foi revelado no laboratório fotográfico, a bordo …

5) O Sr. José Theobaldo Veiga, capitão reformado da Força Aérea, acompanhou atentamente, com um farolete de pilha, a revelação do filme, enquanto eu, lá fora, esperei que terminasse. Em seguida, vi o filme, recém-revelado e ainda molhado e, após cuidadoso exame, cheguei à seguinte conclusão: a seqüência do vôo do objeto nas fotos coincide com as paisagens que, pouco antes do aparecimento, foram fotografadas por Almiro Baraúna, a bordo do navio …

6) Como foi previamente combinado, procurei Almiro Baraúna no Rio e, por duas vezes, o acompanhei até o ministro da Marinha.

7) Chamei a atenção do fotógrafo para o fato de ser estritamente proibida a publicação das fotos sem autorização oficial, e informei-lo de que ele seria avisado, tão logo as autoridades competentes resolvessem líberá-las para divulgação.

8) Almiro Baraúna cedeu os negativos ao Ministério da Marinha, que os entregou a mim, algum tempo depois, para serem devolvidos ao fotógrafo. Quando lhe entreguei os filmes, avisei que – com certas restrições – poderia dispor daqueles negativos, a seu critério.

9) A meu pedido e usando papel fotográfico por mim colocado à sua disposição, Almiro fez seis séries completas das quatro fotos e dezesseis ampliações dos detalhes do objeto voador.

10) Pela quarta vez, em quarenta dias, esse incidente veio comprovar a presença de OVNIS sobre a ilha da Trindade.

Em 24 de fevereiro de 1958, o ministro da Marinha, Almirante Alves Câmera, fez os seguintes comentários numa entrevista à United Press:

“A Marinha brasileira está envolvida num segredo importante e não pode ser discutido em público visto que para tanto, não há explicação ditei nos discos voadores, mas a prova fotográfica apresentada por Almiro Baraúna convenceu-me da sua existência”.

E naquele mesmo dia, o Capitão-de-Fragata Moreira da Silva falou:

“Não quero discussão a respeito. da pessoa do fotógrafo que bateu as fotos do OVNI, que foi observado por uma série de personagens conhecidas. Contudo, posso garantir que as fotos são autênticas e o filme revelado imediatamente a bordo do Almirante Saldanha. Confirmo ainda que além do mais, os negativos foram examinados por diversos oficiais, imediatamente após a revelação não – conforme se disse – oito dias mais tarde. Fica excluída toda e qualquer eventualidade de truque fotográfico.

“Com base na análise dos negativos e dos detalhes relatados por numerosas testemunhas oculares a bordo, os peritos conseguiram calcular a velocidade mínima do OVNI como sendo 1 200 quilômetros por hora; essa velocidade aumentou consideravelmente, quando o objeto voador acelerou.”

“Outrossim, soube-se, mais tarde, que toda a instalação elétrica a bordo do navio de pesquisas falhou com aparecimento do OVNI.

Pouco importa qual seja a nossa atitude diante dos OVNIS, pois persiste o fato de ter ocorrido um fenômeno que, além de documentado por fotos, ainda foi confirmado pelo depoimento escrito de 48 testemunhas.

As Testemunhas e o Acobertamento

Das alegadas 48 testemunhas militares e civis que Almiro Baraúna dizia terem sido testemunhas diretas da aparição do “disco voador” a bordo do navio-escola Almirante Saldanha, até hoje a Ufologia civil não conhece o nome e nem ouviu um único depoimento sequer de algum possível militar que estava no convés naquele momento e que tenha declarado que realmente avistou o alegado “objeto” aéreo.

Há apenas uma exceção, de um primeiro-tenente e dentista de bordo de nome Homero Ribeiro, já falecido, que terceiros o elencaram como testemunha ocular, apesar dele próprio não ter concedido depoimento público confirmando ou não ter visto algo sobrevoando a ilha. Ao contrário, o que sobeja são tripulantes com nomes conhecidos afirmando que nada viram no céu de Trindade naquela oportunidade.

Segundo a imprensa da época veiculou, a Marinha fez um bloqueio de silêncio para que os militares não narrarem à imprensa o que havia acontecido a bordo. Essa seria uma possível explicação por desconhecemos publicamente o nome dessas supostas testemunhas oculares.

No relatório da Marinha, intitulado “Relatório de fim de comissão. Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade. Período de 1º de novembro de 1957 a 16 de janeiro de 1958”, o comandante que havia deixado o posto da ilha na ocasião, o capitão de corveta Carlos Alberto Ferreira Bacellar, declara que durante a alegada “aparição”, “encontrava-me no camarote, nesse momento, e subi imediatamente ao tombadilho, onde encontrei várias pessoas um pouco excitadas com o que haviam visto. Não divisei nada nos céus naquele dia.

A análise das Fotos

Os técnicos do Serviço Aerofotogramétrico da Cruzeiro do Sul (empresa especializada em fotos aéreas), após exames microscópicos para verificar a granulação, análise de sinais, verificação de luminosidade e detalhes de contornos, afirmaram:

Não havia sinal algum de fotomontagem nos negativos mencionados e toda evidência demonstrava que eram realmente negativos de um objeto verdadeiramente fotografado. A hipótese de uma fotomontagem tramada após o avistamento está definitivamente excluída. É impossível provar tanto a existência como a inexistência de uma prévia fotomontagem, o que exige todavia uma técnica de alta precisão e circunstâncias favoráveis para a sua execução.

Contudo isso narrado, mais uma vez continuamos sem maiores esclarecimentos, onde as testemunhas são silenciadas e seus nomes apagados da história.

Fenômenos estranhos na Ilha

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Formada por erupções vulcânicas há 3,5 milhões de anos, a ilha avança 5,5 mil metros rumo ao fundo do mar. Por isso, discute-se a existência de túneis submersos, cortando a ilha de um lado a outro. A queda de um helicóptero na Praia do Puxa, em 1979, com a morte do piloto, reforçou a crença. Ninguém achou a aeronave nem o corpo do militar. “Não sei a razão. Mas o que se joga ali aparece do outro lado da ilha”, conta o cabo Otávio Martins, 39 anos, que já passou temporada de quatro meses por lá.

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Fenômeno natural na região é a mudança brusca do tempo. “As nuvens aparecem do nada e cai o temporal, o Pirajá”, conta o capitão-de-corveta José Antonio Tavares Fantini, 37, atual comandante em Trindade. Assim como surgem do nada essas tempestades também se vão em minutos.