Cientistas e engenheiros americanos elaboraram planos para a criação de uma nave espacial capaz de destruir grandes rochas espaciais que ameacem o nosso planeta. O método que será utilizado, segundo informações de sites especializados, será um grande impacto, ou até mesmo, explosões com ogivas nucleares.

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A nave conceito ganhou o nome de Hypervelocity Asteroid Mitigation Mission for Emergency Response (na sigla HAMMER, que “coincidentemente” significa martelo em inglês). Ela foi apresentada em uma reunião da revista Acta Astronautica, e de aecordo com a equipe, a nave conceito também será apresentada em uma conferência de Pesquisas de Asteroides em maio.

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Cada nave espacial HAMMER pesaria cerca de 8,8 toneladas. Se uma ameaça de asteroide for detectada cedo o suficiente, uma frota de veículos poderia ser despachada para colidir, sem armas nucleares, com a rocha espacial, mudando sua trajetória para que ela não colida com a Terra.

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Mas de acordo com os cientistas, essa estratégia não funcionaria para grandes asteroides que aparecem de surpresa nas cercanias da Terra. Sendo assim, não haveria tempo suficiente para empurrá-lo através de impactos. Com isso, as naves HAMMER seriam equipadas com bombas nucleares a fim de neutralizar a ameaça, informou a equipe de estudo.

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As soluções são focadas para asteroides de até 500 metros de raio. A primeira solução é simplesmente lançar várias “naves” inabitadas para retardar o asteroide e tira-lo de sua rota. A segunda é basicamente a mesma coisa, porém com armas nucleares acopladas a mesma.

Contudo, o projeto também possuí seus riscos já que, se houver algum problema, a rota pode se direcionar para o centro da Terra. Em outras palavras, se algo der errado, aos invés do objeto pegar de “raspadão” ele vai acertar em cheio. Para isso dar 100%, que é o que todo mundo espera, o objeto precisa ser identificado com antecedência e não ser um colosso como o dos dinossauros. Dessa forma as naves vão acertar a rocha flutuantes a 35.405, 568 Km/H até que ela mude de rumo.

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A ideia da HAMMER,  para Resposta uma Emergencial, foi concebida pela Nasa após o monitoramento de um asteroide chamado Bennu. Ele pode ser observado a partir da Terra a cada seis anos, porém, o que tem preocupado os cientistas é um fenômeno incomum que deve acontecer em 2135: a passagem do corpo celeste entre nosso planeta e a Lua.
O movimento seria perigoso ao direcionar o objeto diretamente à Terra, um cenário de possível destruição em massa. “Isso pode causar mortes e um sofrimento imenso”, explicou Dante Lauretta, investigador da agência espacial e professor de ciências planetárias, responsável por recolher fragmentos de rochas do Bennu, uma das tarefas da missão.
A missão OSIRIS-REx passará um ano avaliando o asteroide que orbita o Sol a uma velocidade de mais de 100 mil quilômetros por hora. A viagem espacial tem como objetivo conseguir informações que ajudem nas pesquisas sobre como o Bennu e sua trajetória são afetados pela absorção de radiação solar. Para Lauretta, as rochas podem significar “informações vitais para gerações futuras”.

Asteroide passa “raspando

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Na última semana, um asteroide passou muito próximo da Terra em uma situação que, no futuro, poderá ser evitada pelo HAMMER. De acordo com a Agência Espacial Norte-Americana, o 2017 VR12 estava previsto para passar a uma velocidade de aproximadamente 80 mil quilômetros por hora (km/h).
Foi estimado que ele passaria a uma distância de 111.400 quilômetros da Terra, o equivalente a três vezes à encontrada entre nosso planeta e a Lua. O corpo rochoso do tamanho do Empire State Building, de 381 metros, foi designado pelos astrônomos como “perigoso, apesar de não apresentar riscos de colisão”, entretanto, não havia motivos para grandes preocupações.

Segundo a Nasa, as chances de colisão com a Terra eram extremamente baixas e não se concretizaram. Para os cientistas, a passagem do fenômeno é importante e aguardada por conta do mistério que o cerca, já que informações relevantes ainda não foram levantadas, o que tem dificultado as definições de suas características físicas. A equipe ainda espera utilizar os dados para outros estudos e até mesmo missões futuras.