A Sonda Telescópio  Kepler o que é?

A sonda Kepler consiste em um observatório espacial projetado pela NASA que deverá procurar por planetas extrassolares. Para esta finalidade, a sonda deverá observar as 100 000 estrelas mais brilhantes do céu por um período de quatro anos, a fim de detectar alguma ocultação periódica de uma estrela por um de seus planetas.

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Kepler não deverá permanecer em órbita da Terra, mas sim em uma órbita de perseguição à órbita solar da Terra, a fim de que a Terra não oculte estrelas que estejam sendo observadas pelo observatório, além de este ficar distante das luzes da Terra. O observatório foi lançado em 6 de março de 2009.

A sonda tem uma massa estimada de 995 kg, e seu principal instrumento é um fotômetro de 0,95 metro de diâmetro. Ele tem um campo de visão aproximado de dois punhos fechados, na distância de um braço esticado. Deverá bater uma foto a cada três segundos e deverá custar em torno de 467 milhões de dólares.

A sonda Kepler não opera mais em sua função primária, devido a um defeito no sistema giroscópico. Os primeiros resultados principais foram anunciados em 4 de janeiro de 2010, estudos realizados na Terra sobre os dados das primeiras seis semanas, revelam cinco planetas antes desconhecidos, todos bem próximos de suas estrelas, um do tamanho próximo ao de Netuno e quatro do tamanho de Júpiter. Um deles, Kepler-7b é o planeta menos denso descoberto até agora.

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Tendo tido defeitos no seu sistema giroscópico desde maio de 2013 sem solução, em 15 de agosto de 2013 a NASA anunciou que desistiu de tentar consertar as duas rodas de equilibro que falharam, onde mantinham a “mira’ e alinhamento de observação do telescópio. Isto significa que a missão atual precisa ser modificada, mas não significa necessariamente o fim do caçador de planetas. A NASA pediu à comunidade para propor planos de missões alternativas potencialmente incluindo pesquisas que permitam buscas de exoplanetas, usando as últimas duas rodas ainda boas de reação e propulsão. Em 18 de novembro de 2013, foi criada a K2 (também chamada “Second Light”), uma proposta de plano que pode incluir a utilização do Kepler mesmo com deficiência, de alguma forma que ainda poderia detectar planetas habitáveis em torno de uma menor dimensão, de estrelas anãs vermelhas, onde foi relatado posteriormente e apresentado com mais detalhes a respeito. Especula-se que sistemas mecânicos, quando em longo período no espaço, tal qual as rodas desse giroscópio, tendem a falhar em temperaturas extremamente baixas e daí a tais falhas irrecuperáveis do telescópio.

O Planeta
Kepler-186f
Exoplaneta Lista de exoplanetas
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Concepção artística do exoplaneta
Estrela mãe
Estrela Kepler-186
Constelação Cisne
Ascensão reta 19h 54m 36.651s
Declinação +43° 57′ 18.06″
Magnitude aparente 4.625
Distância 492 anos-luz
151 pc
Tipo espectral M1V
Elementos orbitais
Semieixo maior 0.356 UA
Período orbital 129.9459
Velocidade orbital 129.9458 km/s
Inclinação 89.9°
Características físicas
Massa 0.32 ± 3.77 M
Raio 1,1 R
Descoberta
Data da descoberta 17/04/2014
Método de detecção Transito

Kepler-186f é um exoplaneta que orbita a anã vermelha Kepler-186.Trata-se do primeiro planeta de tamanho semelhante ao da Terra, descoberto na zona habitável de uma estrela. É o planeta mais externo descoberto pela sonda Kepler da NASA, lançada no ano de 2009, que orbita uma estrela-anã vermelha a 500 anos-luz da Terra na constelação de Cisne. Kepler-186f  faz parte de um sistema de cinco planetas, todos com quase o tamanho da Terra, que no entanto, estão perto demais de suas estrelas para possibilitar a vida. O Kepler-186f possui um raio de 1,1 vezes o raio terrestre e um período orbital de 129,9 dias.

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Kepler- 186F está perto, porém muito distante devido à nossa primitiva tecnologia

Kepler-186F é o primeiro planeta alienígena do tamanho da Terra encontrado na zona habitável da sua estrela. Isso significa que o planeta, que é apenas um pouco maior do que a Terra, está na parte do seu sistema estelar onde a água líquida pode existir na superfície do planeta.
Astrônomos descobriram outros planetas nas zonas habitáveis ​das suas estrelas, mas esta é a primeira vez que um planeta tão próxima da Terra em tamanho é encontrado na zona habitável da sua estrela, representando uma descoberta histórica. Os cientistas descobriram o planeta usando dados coletados pelo telescópio espacial Kepler, da NASA.
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Por do Sol em ambos Planetas, em Kepler-186F

Existe grande possibilidade de vida

Devido à localização de Kepler-186F na zona habitável em torno da sua estrela, o planeta pode ser um lugar onde a vida pode prosperar. É possível que o planeta tenha uma atmosfera que pode ajudar a manter a água em estado líquido na superfície, um pré-requisito para a vida como a conhecemos.
Kepler-186F está na borda exterior da zona habitável, por isso é possível que a água do planeta possa congelar. O seu tamanho maior, no entanto, pode significar que o planeta tem uma atmosfera mais espessa, capaz de isolar o planeta e manter a água líquida.
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No entanto, os cientistas ainda não têm certeza sobre o que compõe a atmosfera do planeta e, por isso, não podem dizer com certeza que Kepler-186F pode suportar a vida. O planeta é do tamanho da Terra, mas pode não ser parecido com a Terra.

Kepler-186F é parecido com a Terra, porém não igual

Os cientistas têm descrevem Kepler-186F como um primo da Terra. A estrela Kepler-186 é mais escura do que o sol, de modo que o planeta pode ser um pouco parecido com a Terra em tamanho, mas a sua estrela não é a mesma que o sol.
Assim, o planeta tem características semelhantes à Terra, mas um pai diferente. Um verdadeiro gémeo da Terra, que os caçadores de exoplanetas têm ainda de encontrar, teria o mesmo tamanho da Terra, mas também orbitaria uma estrela parecida ao nosso Sol.

 

O seu Sol e mais frio que o nosso

A estrela Kepler-186 tem cerca de metade da massa do Sol, e o planeta recém-descoberto está suficientemente longe da sua estrela para que as chamas poderosas não afectem significativamente o planeta, disseram os cientistas.
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Estrelas como Kepler-186 também têm longos períodos de vida estelar. Se Kepler-186F estivesse a orbitar o nosso Sol, ela iria viajar dentro da órbita do planeta Mercúrio, um planeta que não é considerado habitável.
Porque Kepler-186 é uma anã vermelha relativamente fresca, o planeta ainda está na zona habitável da estrela. O brilho da estrela ao meio-dia na superfície do planeta é comparável à do sol uma hora antes do por do sol na Terra, disseram funcionários da NASA.