Monte Olimpo

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O Monte Olimpo, também conhecido por seu nome em latim, Olympus Mons, é um vulcão extinto  do planeta Marte, localizado em sua região equatorial, mais especificamente no planalto de Tharsis. Ele é o mais alto vulcão do Sistema Solar, onde cálculos estimam que ele erga-se a 21,9 km acima do nível médio da superfície marciana, sendo três vezes mais alto que o Monte Everest, a segunda mais alta montanha do Sistema Solar, atrás apenas da cratera Rheasilvia no Asteróide 4 Vesta, que estima-se possuir 22 km de altura a partir de sua base, e o segundo maior vulcão em extensão do Sistema Solar (sua base estende-se 625 km de diâmetro, e perde apenas para o Tamu Massif, que está escondido nas águas ao noroeste do oceano Pacífico, próximo ao Japão, e que tem 650 km de diâmetro).

Sua caldeira tem dimensões de 85 km por 60 km, é possível observar nela a formações de vários círculos menores, evidências de antigas atividades vulcânicas.

O Monte Olimpo foi descoberto pela sonda espacial Mariner 9 da NASA em 1971, embora já fosse do conhecimento de astrônomos desde o século XIX. Tem um declive suave, o que faz sua base ser vinte vezes maior que a altura.

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Não se sabe ao certo a origem desse vulcão. Uma das explicações aceitas é que ele foi formado ainda no início da formação do planeta, quando as atividades tectônicas eram mais intensas. Mas alguns astrônomos acreditam que a sua formação está relacionada à Bacia de Hellas, que acabara causando a fusão de rochas, dando origem não só ao monte Olimpo, como também aos Tharsis Montes e aos Valles Marineris.

Segundo uma pesquisa, publicada em 2017 no periódico Science Advances, que fez uma análise de um meteorito de 2,4 bilhões de anos de idade que caiu na Argélia em 2012, e que foi nomeado de Northwest Africa (NWA) 7635, este vulcão permaneceu dois bilhões de anos em erupção ininterrupta.

Para entender um pouco mais sobre o Monte Olimpo, um extinto vulcão do Planeta Marte, é necessário saber primeiramente o que é um monte. Em sua maioria, os montes são largos escudos balsáticos com flancos que apresentam baixa inclinação (inferior a 6º) e são delimitados por falésias. Com uma aparência semelhante a dos escudos balsáticos da Terra, mas com uma escala de tamanho muito maior, o vulcão do Monte Olimpo de Marte tem diâmetro de aproximadamente 625 quilômetros e atinge a altura de 25 quilômetros, três vezes mais alto que o Monte Everest.

O Monte Olimpo é considerado um dos maiores vulcões  do Sistema Solar, mas não está em atividade. Seu nome em latim é Olympus Mons e foi descoberto pela NASA em 1971 por uma sonda espacial chamada Mariner 9, apesar disso, alguns astrônomos do século XIX já tinham conhecimento da existência do Monte Olimpo.

 

A formação de um vulcão desta magnitude pode ser entendida por Marte ser um planeta pequeno e rochoso, que se formou com proximidade ao Sol e teve uma atividade tectônica intensa em seu período de formação. Além disso, seu histórico geológico demonstra sinais de impactos com objetos do espaço (meteoros, asteroides). O Monte Olimpo está localizado bem próximo da região equatorial de Marte, mais especificamente no planalto de Tharsis. Ao observar suas formas, percebe-se que é limitado por uma escarpa, a extensão de sua cratera central é de 80 quilômetros e existem diversos círculos ao redor desta cratera, o que indica a ocorrência de atividade vulcânica desde sua formação.

Na opinião de alguns astrônomos, a origem do Monte Olimpo está relacionada com a bacia de Hellas, uma cratera formada por um impacto enorme com aproximadamente seis quilômetros de profundidade e dois mil quilômetros de diâmetro. A quantidade de energia causadora deste impacto teria originado a fusão das rochas e formado o Monte Olimpo e os montes de Tharsis. Com isso, houve também uma retração da costa adjacente, o que deu origem aos Valles Marineris, considerados o maiores desfiladeiros do Sistema Solar com 4000 quilômetros de extensão e sete quilômetros de profundidade.

Io: uma lua vulcânica

Uma lua coberta de enxofre, girando ao redor de um planeta gigante gasoso que mais parece uma pizza estragada. Um lugar repleto de vulcões em frequente atividade. Um ambiente hostil e banhado por grande quantidade de radiação. Parece algum mundo distante e selvagem, no outro lado da Galáxia mas não é. Trata-se de Io, bem aqui nas redondezas, uma das maiores luas de Júpiter e o astro com vulcanismo mais ativo do Sistema Solar.

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Várias erupções vistas do espaço nas bordas do disco de Io

Júpiter tem 67 satélites conhecidos até o momento. Destas luas, quatro são tão grandes que foram vistas pelo primeiro telescópio astronômico que se tem notícias feito por Galileu Galileo em 1609. Io é terceiro em tamanho, medindo uns 3660 km de diâmetro. Este astro deixa um rasto de vapor de sódio em seu movimento ao redor de Júpiter; isto é conhecido desde 1974. Naquela época já se identificara uma tênue atmosfera no satélite. Hoje sabemos que é consequência do intenso vulcanismo daquela lua. Foi só em 1979 que a sondaVoyager 1 identificou os primeiros vulcões ativos fora da Terra em fotos de Io. A Voyager 2 passou por Io em 1981, a Ulysses em 1992 e a Galileu em 1999. Vários dados da pequena lua joviana foram obtidas por cada uma destas sondas.

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O satélite já foi representado em filmes de ficção científica como Outland, Comando Titânio (1981) e 2010, O Ano que Faremos Contato (1984). Neste último, a nave Discovery abandonada em órbita de Io é encontrada recoberta de pó de enxofre.

Imagens recentes correlacionando grandes erupções registradas ao longo do tempo
Imagens recentes correlacionando grandes erupções registradas ao longo do tempo

Recentemente pesquisadores da NASA acompanharam gigantescas erupções em Io. Eles notaram que grande atividade vulcânica em uma caldeira produz atividade em outra, as vezes, bem distante. Eles chegaram à conclusão que os vulcões de Io parecem conectados de alguma forma.  Ao que tudo indica o vulcanismo de Io é muito diferente do vulcanismo terrestre.

 

Tamu Massif

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Um dos maiores vulcões do sistema solar fica na Terra. Tamu Massif faz parte de uma enorme estrutura montanhosa no fundo do Oceano Pacífico e se formou há aproximadamente 145 milhões de anos.

A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas da Universidade de Houston. Um artigo sobre o estudo do estudo do vulcão foi publicado na revista científica “Nature Geoscience”. Até agora, os cientistas não tinham certeza se Tamu Massif era um único vulcão, ou se era composto de vários pontos de erupção.

Com o tamanho próximo ao das ilhas da Grã-Bretanha, Tamu Massif está localizado a 1,6 mil quilômetros a leste do Japão. O vulcão tem o tamanho próximo ao das ilhas da Grã-Bretanha e é quase tão grande quanto vulcões extintos de Marte.

O vulcão tem cerca de 310 mil km². Isso significa que ele é muito maior do que o Mauna Loa, no Havaí, considerado o maior vulcão ativo do mundo, com cerca de 5,2 mil km². Mas, para sorte da humanidade, Tamu Massif ficou inativo alguns milhões de anos depois que se formou.

O Tamu Massif é diferente de outros vulcões submarinos não só pelo tamanho, mas também pela sua forma. É baixo e largo, um indício de que a lava de suas erupções deve ter corrido por distâncias mais longas do que outros vulcões da Terra.

Os cientistas confirmaram que a grande massa basáltica que forma o vulcão veio de erupções de uma só fonte. Segundo os pesquisadores, Tamu Massif é um gigante e solitário vulcão, formado por fluxos de lava massivos que emanam do seu centro e formam um escudo amplo e largo.