A Equação de Drake é um argumento probabilístico usado para estimar o número de civilizações extraterrestres ativas em nossa galáxia Via Láctea com as quais poderíamos ter chances de estabelecer comunicação. Foi formulada por Frank Drake em 1961, não com o propósito de fornecer uma estimativa do número de civilizações, mas sim como um modo de estimular um diálogo científico no primeiro encontro SETI (sigla em inglês para Search for Extra Terrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre), em Green Bank, Virgínia. A equação resume os principais conceitos que os cientistas devem contemplar quando consideram a probabilidade de outras formas de vida serem capazes de fazer comunicação via ondas de rádio. A Equação de Drake provou ser controversa, já que vários de seus fatores são desconhecidos, além da vasta gama de valores abrangidos. Isso levou críticos a rotularem a equação como um palpite, ou até mesmo inexpressiva.

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Frank Drake

A História

Em Setembro de 1959, os físicos Giuseppe Cocconi e Philip Morrison publicaram um artigo no jornal Nature com o título provocador “Procurando por comunicação Interestelar. “Cocconi e Morrison argumentaram que radiotelescópios desenvolveram-se o suficiente para capturar transmissões que podem ser transmitidas pelo espaço por civilizações que orbitam outras estrelas. Tais mensagens poderiam ser enviadas a um comprimento de ondade 21 centímetros (1,420.4 megahertz). Esse é o comprimento de onda emitido pelo hidrogênio neutro, o elemento mais comum no universo. Assim eles concluíram que outras raças inteligentesW poderiam ver isso como um ponto de referência dentro do espectro eletromagnético.

Sete meses depois, o astrônomo Frank Drake tornou-se a primeira pessoa a iniciar uma busca sistemática por sinais de vida inteligente dentre o cosmos, utilizando o Observatório Nacional de radioastronomia em Green Bank, Virgínia. No projeto que ele chamou de Projeto Ozma, Drake investigou duas estrelas semelhantes ao Sol: Episilon Eridani e Tau Ceti. Ele foi capaz de escanear frequências próximas de 21 centímetros de comprimento de onda durante seis horas por dia, do mês de Abril até Julho de 1960. O projeto era bem simples, barato e bem elaborado para os padrões modernos, além de mal sucedido.

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Arecibo Observatório

Apesar de haver contradições na literatura, o número estimado originalmente por Drake foi de 20 civilizações, para estimativas pessimistas e entre 1000 a 100 milhões de civilizações inteligentes que possam se comunicar, para estimativas otimistas, apenas na nossa galáxia. Portanto, esse argumento matemático genial usado por Drake é até hoje usado por astrobiólogos e outros cientistas para estimar a possiblidade de vida extraterrestre, apesar de nós conhecermos apenas com exatidão os três primeiros.

Em 2001, uma rigorosa estimativa usando a Equação Drake foi implementada, levando em consideração o número de planetas que estão na ‘zona habitável’, que é a área ao redor de uma estrela, onde a água se encontra em estado líquido, a temperatura é ideal e a fotossíntese é possível (isto é, para formas de vida tal como conhecemos).  Os resultados mostraram que, estatisticamente, centenas de milhares de planetas poderiam abrigar a vida em nossa galáxia. Os resultados também indicaram que planetas habitáveis similares à Terra poderiam existir a somente algumas centenas de anos luz de nós.

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Mesmo sem a Equação de Drake, lembramos que os astrônomos têm estimado a existência de 200 bilhões a 400 bilhões de estrelas, somente em nossa galáxia, Desta forma, fica claro que a não existência de vida fora de nosso sistema solar é uma impossibilidade.

E se levarmos em consideração que nossa história como ‘humanos’ aqui na Terra é de somente alguns milhares de anos, e que há uma grande possibilidade de que exista outras raças que tenham milhões, senão bilhões de anos em evolução, (se é que a evolução exista como nós a compreendemos hoje), parece ser perfeitamente plausível que estas civilizações já tenham solucionado o ‘problema das distâncias’ entre sistemas solares e estejam mesmo nos visitando.

O desafio (pelo menos por agora) é que os astrônomos não têm números firmes sobre qualquer uma dessas variáveis, portanto, qualquer cálculo da Equação de Drake continua a ser uma estimativa aproximada. Houveram, no entanto, descobertas em alguns desses campos que dão aos astrônomos boas estimativas e uma melhor chance de encontrar a resposta.

A Equação 

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  • N = número de civilizações na galáxia Via Láctea cujas emissões electromagnéticas são detectáveis.
  • R * = A taxa de formação de estrelas adequadas para o desenvolvimento de vida inteligente.
  • f p = A fração dessas estrelas com sistemas planetários.
  • n e = O número de planetas, por sistema solar, com um ambiente adequado para a vida.
  • f l = A fração de planetas adequados em que a vida realmente aparece.
  • f i = A fração de planetas em que a vida inteligente emerge.
  • f c = A fração de civilizações que desenvolveram uma tecnologia que possa liberar sinais detectáveis ​​de sua existência no espaço.
  • G = O período de tempo que tais civilizações liberam esses sinais detectáveis ​​no espaço.