162173 Ryugu, designação provisória 1999 JU3, é um objeto próximo da Terra e um asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo. Mede aproximadamente 1 quilômetro (0,6 mi) de diâmetro e é um objeto escuro do tipo espectral raro Cg, com qualidades de um asteróide do tipo C e um asteróide do tipo G.

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Descoberta
O Ryugu foi descoberto em 10 de maio de 1999 por astrônomos com o Lincoln Near-Earth Asteroid Research no ETS do Lincoln Lab, perto de Socorro, Novo México, nos Estados Unidos. foi  dada a designação provisória de 1999 JU3.

O asteróide foi oficialmente chamado de “Ryugu” pelo Minor Planet Center em 28 de setembro de 2015 (M.P.C. 95804). O nome refere-se a Ryūgū (Dragon Palace), um palácio subaquático mágico em um conto popular japonês. Na história, o pescador Urashima Tarō viaja para o palácio nas costas de uma tartaruga, e quando ele retorna, ele carrega consigo uma caixa misteriosa, muito parecida com a de Hayabusa2 retornando com amostras.

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O Ryugu órbita o Sol a uma distância de 0,96 a 1,41 UA uma vez a cada 16 meses (474 ​​dias; semi-maior eixo de 1,19 UA). Sua órbita tem uma excentricidade de 0,19 e uma inclinação de 6 ° em relação à eclíptica. Tem uma distância mínima de interseção orbital com a Terra de 95.400 km (0,000638 UA), que se traduz em 0,23 de distância lunar.

Análise preliminar em 2012 por Thomas G. Müller et al. usaram dados de vários observatórios e sugeriram que o asteróide era “quase esférico”, fato que dificulta conclusões precisas, com rotação retrógrada, diâmetro efetivo de 0,85-0,88 quilômetros e um albedo geométrico de 0,044 a 0,050. Eles estimaram que os tamanhos dos grãos de seus materiais de superfície estão entre 1 e 10 mm.

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Imagens iniciais feitas pela sonda Hayabusa  a uma distância de 700 km, foram liberadas em 14 de junho de 2018. Elas revelaram um corpo em forma de diamante e confirmaram sua rotação retrógrada  Entre 17 e 18 de junho de 2018, a Hayabusa 2 passou de 330 km para 240 km de Ryugu e capturou uma série de imagens adicionais da abordagem mais próxima.

A aceleração devido à gravidade no equador foi avaliada em cerca de 0,11 mm / s2, ou cerca de 0,0001 m / seg2. Ele sobe para 1,5 mm / seg2 nos pólos. A massa de Ryugu é estimada em cerca de 450 milhões de toneladas.

Em maio de 2018, de acordo com o site Asterank, operado pela Planetary Resources, o valor atual da Ryugu para fins de mineração é especulado em US $ 82,76 bilhões, e a composição química do asteroide foi estimada com base em sua classe antes da Hayabusa 2 ser de níquel, ferro, cobalto, água, nitrogênio, hidrogênio e amônia.

Missão Hayabusa2

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A espaçonave da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), Hayabusa 2, foi lançada em dezembro de 2014 e chegou com sucesso ao asteroide em 27 de junho de 2018. Planeja-se devolver material do asteróide à Terra até o final de 2020.

A missão da Hayabusa2 inclui quatro robôs com vários instrumentos científicos. A 21 de setembro de 2018, os dois primeiros destes robôs, que saltam à superfície do asteroide, foram libertados da Hayabusa2.

Em 22 de setembro de 2018, a JAXA confirmou que os dois robôs haviam aterrado com sucesso na superfície de Ryugu. Três imagens foram publicadas; dois durante a descida ao asteróide e um após o MINERVA-II1A pousou. Isso marca a primeira vez que uma missão completou um pouso bem-sucedido em um corpo de asteróides em movimento rápido.

Ultimas Notícias 

Discretamente, quase às escondidas, a agência espacial japonesa(JAXA) acaba de conquistar outro avanço. No mês de setembro 2018 a sonda Hayabusa 2 depositou dois pequenos veículos móveis na superfície de um asteroide. É a primeira vez que algo assim é feito.

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A Hayabusa 2 está há vários meses estacionada na órbita ao redor de seu objetivo, um pedregulho de aproximadamente um quilômetro de diâmetro chamado Ryugu. Para os japoneses, esse nome tem significados mitológicos: é o nome do mítico palácio submarino do deus do mar, cujas paredes são feitas de coral. Atentos ao mínimo detalhe, os técnicos mudaram a cor de fundo do escudo da missão: do azul original ao vermelho coral.

A sonda orbita a 20 quilômetros do asteroide, uma distância perfeita para oferecer vistas detalhadas. Na sexta-feira, 21, os técnicos fizeram com que a sonda descesse a somente cinquenta metros do solo, soltasse seus dois rovers em queda livre e voltasse a subir.

Os dois artefatos, gêmeos, são chamados de Minerva 2. O primeiro a levar esse nome estava a bordo da sonda anterior e deveria aterrissar no asteroide Itokawa, há 13 anos. Infelizmente, a pontaria falhou e a pequena máquina errou o alvo e se perdeu no espaço.

As novas sondas Minerva têm o aspecto e o tamanho de latas de conserva cilíndricas cobertas de células fotoelétricas para alimentar seus equipamentos (principalmente câmeras de televisão e medidores de temperatura). Não precisam de paraquedas e sistema de frenagem. Para que? A gravidade do Ryugu é tão pequena que levaram 15 minutos para percorrer os cinquenta metros. Durante sua queda ainda tiveram tempo de fotografar a nave mãe, que subia. A imagem aparece mexida, não pelo movimento da Hayabusa 2 e sim porque os rovers giravam sobre si mesmos.

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Ao chegar ao solo, os dois artefatos ricochetearam e terminaram descansando a poucos metros de distância um do outro. Não tem rodas e pernas, mas podem se movimentar; por isso são chamados de rovers. Em seu interior levam um contrapeso acionado por um motor elétrico. Quando esse gira, se desequilibram e dão uma pequena volta. Dessa forma, golpe a golpe, podem ir de um lugar a outro. Mas sem pressa.

A sonda ainda possui mais três rovers, dos quais se soltará nas próximas semanas. O maior, de fabricação alemã, vai equipado com aparelhos que analisam a composição química do solo.

Para poder chegar a camadas mais profundas, que jamais foram alteradas pela radiação solar, a Hayabusa leva a bordo uma bala de cobre de dois quilos. Quando chegar o momento, irá dispará-la contra o solo, onde impactará a mais de 2 quilômetros por segundo. O choque deverá revelar rochas antigas… e também projetar ao espaço uma grande nuvem de fragmentos. De fato, foi programada uma manobra para que a sonda, uma vez ejetado o projétil, procure refúgio rapidamente do outro lado do asteroide para evitar o impacto dessa metralha cósmica.

Por último, a sonda descerá mais uma vez até tocar o solo com um de seus sensores. Outro projétil – dessa vez muito menor – fará saltar fragmentos que serão recolhidos pelo próprio dispositivo e introduzidos em uma pequena cápsula. Depois, a Hayabusa 2 voltará à Terra onde, se tudo der certo, deverá chegar em 2020. A cápsula cairá de paraquedas nos desertos da Austrália, onde os técnicos japoneses estarão esperando sua chegada.