EDendera ou Dandara (também chamada em fontes antigas de Belzoni e, na Antiguidade, conhecida como de Tentyra) é uma pequena cidade do Egito, localizada na margem ocidental do Nilo, a cerca de cinco quilômetros a sul de Qena, na margem oposta do rio.

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Num local relativamente isolado, à beira do deserto e a 2,5 quilômetros da cidade atual, está um complexo de templos greco-romanos pelo qual Dendera se celebrizou, conhecido no Egito Antigo como Iunet ou Tantere. A cidade árabe atual foi construída sobre o sítio da antiga Ta-ynt-netert, que significa “Aquela do Pilar Divino”. Tentyra é a forma grega de seu nome. Foi capital do sexto nomo (nome dado às províncias faraônicas) do Alto Egito, e também era conhecida como Nikentori ou Nitentori, que significa “madeira de salgueiro” ou “terra de salgueiro”. Outras teorias sobre o nome sugerem que ele teria sido derivado do nome da deusa do céu e da fertilidade, Hator, também associada com a deusa grega Afrodite, que tinha um culto especial ali. O crocodilo, considerado uma divindade local na cidade, também era cultuado como tal em outras cidades egípcias, o que deu origem a diversos conflitos, especialmente com Ombos.

Situada na antiga província romana da Tebaida II, a cidade é até hoje uma sé titular da Igreja Católica, sufragânea de PtolemaisHermiou. Pouco se conhece da prática do cristianismo na região, e sabe-se o nome de apenas dois bispos antigos: Pacômio(Pachymius), companheiro de Melece no início do século IV, e Serapião ou Aprião (Serapion ou Aprion), contemporâneo e amigo do monge São Pacômio, em cuja diocese localizava-se o célebre convento de Tabennisi.

A cidade se tornou a Denderah árabe durante o fim do Império Otomano, e dominava os 6000 habitantes de Qena.

A Lâmpada de Dendera

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Em uma caverna subterrânea abaixo do templo de Hathor em Dendera, há descrição de vários dispositivos que descrevem antigos artefatos controversos que são conhecidas como as luzes de Dendera. o mais intrigante tem dois braços dentro de sua extremidade bulbosa arredondada, que por sua vez são sustentadas por colunas, que são chamados Djed pilares ou colunas Tet, que muito se assemelham isoladores de alta tensão. Na extremidade mais fina da lampada de Dendera se conecta algo parecido com um cabo para o bulbo de vidro. e por toda extenção do bulbo de vidro ha uma cobra horizontalmente no ar que lembra um filamento. O arranjo inteiro tem uma impressionante semelhança com uma lâmpada elétrica.
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 Um engenheiro elétrico da Noruega é creditado como sendo o primeiro a perceber que os objetos mostrados na pedra poderia concebivelmente funcionar como uma lâmpada, e um colega austríaco construiu um modelo funcional.
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1. Sacerdote
2. Bolha
3. Descarga elétrica (cobra)
4. soquete da lâmpada (Lotos)
5. Cabo (lotus caule)
6. Deus do ar
7. isolador
8. portador da Luz (Thoth com facas)
9. Símbolo de Corrente
10. polaridade inversa
11. O armazenamento de energia
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Deusa Egípcia Hathor

Hator  é uma deusa da religião do Egito Antigo que personifica os princípios do amor, beleza, música, maternidade, do sexo e alegria. É uma das divindades mais importantes e populares do Egito Antigo, venerada tanto pela realeza quanto pela população comum, em cujas sepulturas é descrita como a “Senhora do Ocidente”, que recebe os mortos na próxima vida. Entre suas outras funções está a de deusa da dança, terras estrangeiras e fertilidade, responsável por auxiliar as mulheres durante o parto, bem como o de padroeira dos mineiros.

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O culto a Hator antecede o período histórico e as raízes da veneração à deusa são, portanto, difíceis de serem apontadas, embora ele possa ter se desenvolvido a partir dos cultos pré-dinásticos à fertilidade e à natureza em geral representados em vacas.[5] Hator costuma ser representada como uma vaca divina, com chifres sobre sua cabeça, entre os quais está um disco solar com um uraeus. Duas penas idênticas também costumam ser representadas em seus retratos posteriores, bem como um colar menat. Hator pode ser a deusa-vaca que foi representada desde tempos arcaicos na Paleta de Narmer e sobre uma urna de pedra que data da Primeira Dinastia, o que sugere seu papel como deusa celestial e uma possível relação com Hórus que, como deus-sol, faria a sua “morada” nela.

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Os antigos egípcios viam a realidade como consistindo de camadas múltiplas, nas quais as divindades se misturavam por diversos motivos, mantendo atributos e mitos divergentes, mas que no entanto não eram vistos como contraditórios, e sim complementares. Numa relação complicada, Hator é por vezes mãe, filha e esposa de Rá e, assim como Ísis, por vezes é descrita como mãe de Hórus e associada a Bast.

O culto a Osíris prometia vida eterna a todos aqueles que fossem julgados moralmente merecedores. Originalmente os mortos, tanto homens quanto mulheres, tornavam-se Osíris após o julgamento, porém, no início do período romano as mulheres mortas passaram a ser identificadas com Hator e os mortos do sexo masculino com Osíris.[7]

Os gregos antigos identificavam Hator com a deusa Afrodite e os romanos com Vênus.

Ninguém sabe ao certo como era feita a iluminação interna pois não há sinais de fuligens pelo uso de tochas ou suportes nas paredes, o oxigênio reduzido também dificulta as coisas. Especularam um mecanismo de reflexão da luz solar através de um jogo de espelhos, mas no teste falhou pela perda de eficiência dos espelhos de cobre usados na época.