Segundo astrônomos, planetas mortos podem estar transmitindo sinais de ondas de rádio no espaço, isso por que os núcleos de planetas mortos podem “transmitir” ondas de rádio por até um bilhão de anos, de acordo com um novo estudo publicado pela Royal Astronomical Society.

Planetas mortos podem estar “transmitindo” sinais de ondas de rádio no espaço.

Essas ondas são causadas por interações entre o núcleo de um planeta morto e o campo magnético de sua estrela morta, que é conhecida como anã branca.

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Depois que uma estrela explode, é comum que ela tire os planetas circundantes de suas atmosferas e camadas externas, deixando apenas o núcleo interno metálico. Esse metal conduz eletricidade, criando um circuito entre o núcleo do planeta e a estrela morta que produz radiação na forma de ondas de rádio.

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Há décadas os cientistas já sabem que estes restos mortais planetários podem emitir ondas de rádio. Mas essa é a primeira vez que uma pesquisa estabelece uma vida útil para essas transmissões – e revela que os sinais duram tempo suficiente para que os pesquisadores da Terra os detectem e estudem.

“Nunca ninguém encontrou apenas o núcleo nu de um grande planeta antes, nem um grande planeta apenas através do monitoramento de assinaturas magnéticas, nem um grande planeta em torno de uma anã branca”, disse Alexander Wolszczan, um dos cientistas que fizeram esta descoberta em um comunicado à imprensa.

Anãs Brancas 

Estrelas morrem porque eventualmente queimam através de suas reservas de hidrogênio e hélio. Esse combustível cria uma pressão interna que mantém o tamanho e a forma de uma estrela consistente, mas como há mais nada para queimar, a estrela sucumbe à gravidade.

Seu núcleo se contrai, enviando uma onda de energia que empurra suas camadas externas para fora. À medida que a estrela perde massa, a sua gravidade enfraquece até explodir e expelir as suas camadas exteriores para o espaço.

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O núcleo quente e denso da estrela é deixado para trás – essa é a fase em que ela se torna uma anã branca. Essa explosão destrói planetas próximos, no máximo, o núcleo interno de um planeta permanecerá em órbita ao redor de sua estrela já morta.

Daqui a aproximadamente 25 bilhões de anos, o nosso sol queimará através do seu núcleo de hidrogênio e iniciará o processo de morte de um bilhão de anos, durante o qual engolirá a Terra antes de sair com um estrondo.

Por isso, encontrar e estudar os restos distantes de planetas mortos do passado poderia ajudar os cientistas a aprender sobre o destino final do nosso próprio planeta