A cápsula

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  • Starliner, cápsula espacial da Boeing, deveria ir para a ISS e voltar à Terra
  • Ela falhou na primeira parte da missão, mas concluiu a segunda
  • Cálculos estavam errados, e Starliner não ligou os motores no momento certo
  • Isso fez com que ela não atingisse a órbita da ISS, a 400 km da Terra
  • Por isso, Boeing e Nasa decidiram trazer a cápsula de volta após 48 horas
  • Cápsula transportaria astronautas à ISS, coisa que hoje só a Rússia faz

A cápsula espacial da Boeing, Starliner, pousou neste domingo (22/12/2019) no deserto do Novo México, Estados Unidos, depois de não ter alcançado a Estação Espacial Internacional (ISS).

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As imagens transmitidas pela agência espacial norte-americana, a Nasa, mostraram o retorno da cápsula à Terra, após uma descida aparada por três grandes paraquedas. Este era um ensaio geral antes do envio de naves tripuladas com astronautas, previsto para o próximo ano.

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A cápsula decolou na sexta-feira, do Cabo Canaveral, na Flórida. Pouco depois de se separar do foguete que a transportava, seus motores não ligaram conforme o planejado, impossibilitando que entrasse na órbita correta para alcançar a ISS. A Estação Espacial voa ao redor da Terra a cerca de 400 quilômetros de altitude. A falha fez a Starliner consumir combustível em excesso para tentar corrigir sua posição automaticamente, não podendo, portanto, cumprir sua missão. Por isso, a Boeing e a Nasa decidiram trazer Starliner de volta para a Terra 48 horas após seu lançamento.
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A Boeing confirmou que o erro ocorreu devido a uma anomalia no contador de “tempo transcorrido” da missão. Com o horário errado, os motores da cápsula não foram acionados no momento esperado, pouco depois de se separar do foguete. O fracasso da missão é um revés para a gigante da indústria aeroespacial, cuja reputação já foi manchada por dois acidentes em março com aviões modelo 737 MAX, e para a Nasa, que conta com este veículo para enviar a partir de 2020 seus astronautas na ISS. A ideia era quebrar a dependência da Rússia, o único país que desde 2011 opera naves espaciais tripuladas, a Soyuz, para a estação espacial.
A agência espacial americana deve agora decidir se o retorno sem danos à cápsula será suficiente para provar que é um veículo seguro para colocar suas tripulações. O chefe da Nasa, Jim Bridenstine, não descartou nenhuma possibilidade.