O espírito humano faz sua evolução na Terra, os aliens o fazem em outros orbes ou em outras dimensões do infinito, enquanto o fenômeno UFO é tido como expressão técnica de inteligências que chegam à Terra em visita ou em estudo dos seres humanos.

O espírito é um foco inteligente que, para evoluir, encarna em corpo físico ou ultrafísico. O alien, por sua vez, é uma inteligência encarnada fora da Terra; quando em corpo denso como o do homem, nascido em mundo de terceira dimensão, é dado o nome de extraterrestre (ET sólido), quando em corpo sutil de uma dimensão rarefeita, recebe o nome de ultraterrestre (UT ou ET sutil).

Ultraterrestre (UT) é um termo vindo do latim. Está composto de ultra, “que está além”, + terrestre, “da terra ou a ela referente como matéria”, “denso e transitório”. Por definição, é uma criatura cuja densidade corpórea está além da matéria terrestre, fora dos limites da matéria densa, embora tenha corpo transitório, dotado de ciclo vital limitado. Considerando que os orbes do cosmos foram formados pelos elementos fundamentais que também formaram a Terra, esse tipo de vida, caso exista nas esferas suprafísicas fora da Terra, estaria numa vibração além dos limites da matéria densa tridimensional.

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Supondo que a Teoria Unificada das Supercordas (essa teoria requer um mundo de 10 dimensões, com algumas enroladas em um nível microscópico e algumas dimensões “grandes” que percebemos como “real”) e seus aprimoramentos forneçam uma descrição aceitável do universo com espaço-tempo de várias dimensões, então poderíamos cogitar que além das energias presentes em suas 10 ou 11 camadas, seria possível também ter eclodido algum tipo de vida. Afinal, o universo conhecido passou mais tempo em fase de energia do que em estado sólido. E durante aquela primeira fase, algum tipo de vida ultrafísica pode ter surgido e evolucionado, assim como, depois, surgiu e evolucionou a vida física na Terra. Considerando isso, naquelas camadas de energia sutil teriam emergido mundos ultrafísicos, povoados por essências inteligentes. Naquelas esferas, os espíritos estariam encarnados em corpos “menos materiais”; ou seja, em bioformas ultrafísicas, diferentes em densidade dos seres vivos na Terra.

O termo “menos material” deve ser entendido como uma espécie de “energia” em várias gradações. As partículas e subpartículas dessas esferas poderiam ser detectadas no futuro pela nossa ciência, por meio de aparelhos dotados de tecnologia avançada, ainda não inventada. A bioforma inteligente, por sua vez, já poderia ser detectada por sua própria manifestação inteligente, assim como nos vários tipos de contatos imediatos verificados na Ufologia, nos quais as entidades informaram ser de outra dimensão. A isso damos o nome de vida ultrafísica em dimensão paralela.

Assim como a reunião de átomos emergem os mundos materiais como a Terra, também, com similaridade, da reunião de partículas subatômicas emergiriam os mundos dimensionais, invisíveis a olhos terrestres, esferas onde viveram seres ultrafísicos, inteligências postadas além da vibração da matéria densa — os ultraterrestres. O moderno espiritualismo postula que a maior parte dos contatos imediatos seja de entidades oriundas dessas esferas dimensionais.

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Contudo, não se descarta a hipótese de eventuais extraterrestres (ETs) sólidos também chegarem à Terra. “Eles” poderiam estar presentes em mundos tridimensionais do universo conhecido e, até mesmo, em supostos mundos de Universos Paralelos. Modernamente, ficou mais harmonioso considerar que ETs sólidos chegariam à Terra viajando pelos Buracos de Vermes (uma formação de tubos no espaço-tempo que permitiria viagens quase instantâneas no cosmos). Nessa viagem insólita, a diferença básica entre a entidade sólida e a sutil é que enquanto o ET sólido precisaria transportar seu corpo para chegar à Terra, o UT sutil teria de transpor dimensões e materializar-se.

É preciso entender que conceitualmente “dimensões paralelas” (origem dos UTs) são diferentes de “universos paralelos”. As dimensões são camadas do espaço em sentido profundo, em que o átomo subdidivido dá lugar a partículas e subpartículas cada vez menores e dinamizadas. Os universos paralelos, por sua vez, seriam como o nosso universo, formados supostamente por conteúdo expulso dos buracos negros, mas estariam permeados por matéria escura, impeditiva de reconhecimento, embora, neles, as dimensões também existam.

O ultraterrestre é diferente do espírito. Embora semelhante a ele por ser invisível aos nossos olhos, diferente dele está encarnado numa esfera não-espiritual. Assim como o homem, tem um ciclo vital: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Pode viajar pelas várias dimensões do espaço-tempo e materializar seu corpo ultrafísico de modo semelhante ao espírito; contudo, enquanto o espírito o faz por ectoplasmia, usando os fluidos corpóreos do médium, o UT o faz por telepatia, adensando seu corpo composto de uma espécie de luz, um plasma luzente postado numa oitava acima da vibração sólida, que lhe permite agregar outros subtratos e manipular a luz própria com a qual faz quase tudo. Chico Xavier registrou a existência de tais criaturas (sem citar o nome) no livro “Cartas de uma morta”.

Quem examina as obras da Doutrina Espírita, nota que Allan Kardec registrou nelas um cosmos de composição quântica, por assim dizer, composto de várias dimensões, dentre as quais: a dimensão do foco inteligente (espírito), a do molde biológico semimaternal (perispírito), a do corpo menos material (encarnação ultraterrestre), a do corpo material sólido (encarnação terrestre e extraterrestre), a do corpo mais material (encarnação em organismos semelhantes a cristais), e ainda outras estratificações distantes do saber humano.

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Segundo as entidades codificadoras do Espiritismo, o UT está presente também nas dimensões dos planetas do Sistema Solar. É dito que nessa bioforma incomum o espírito encarna, por assim dizer, para cumprir um ciclo de vida e adquirir experiência numa ordenação de vida sem as dificuldades que a matéria densa proporciona.

Essa entidade incomum, segundo os espíritos, usa de uma nave etérea, assim dizendo, a chamada “morada dos pássaros”, um engenho construído no mundo das partículas. Viaja num hiperespaço composto de várias dimensões. Pelos contatos, sabe-se que pode converter, por tempo relativo, seu próprio corpo e seus engenhos em massa similiar à terrestre, ficando tangível no mundo tridimensional. Essa seria a razão de os nossos intrumentos registrarem a presença de tráfego UFO em certos locais, quase sem chance de positivação concreta pelas autoridades, motivada por rápida desmaterialização e controle eficaz do processo alien.

Na Terra, a comunicação do UT com o homem é feita geralmente por telepatia e clarividência; em estado normal, a entidade não incorpora médium, mas pode fazê-lo ocasionalmente, de modo não ostensivo, caso esteja emancipada do corpo ultrafísico; na nave, geralmente, comunica-se com a alma humana desprendida do corpo, mas pode fazê-lo também materializada; pode se manifestar através de aparelhos, como na chamada TCI-Alien.

Deve-se ter em mente que o UT não é o extraterrestre (ET) procurado pelos pesquisadores científicos, pois se trata de uma inteligência suprafísica. O ET procurado pela ciência seria uma criatura de corpo sólido, evoluído num ambiente tridimensional como a Terra, sem necessidade de ser igual ao homem na aparência e na constituição orgânica. Sendo biologicamente denso, para vir à Terra precisaria fazer uso de “nave espacial”, praticar algum tipo de “teleportação” e vencer as monumentais distâncias interestelares. Não seria um tipo que se materializa como o UT, mas que se transporta para chegar aqui.

Mas a verdade é que estamos diante de uma enorme fartura de casos, de incontáveis testemunhos de contato e de relatos numerosos de abdução. Diante disso, ao examinarmos as diversas teorias em voga, vemos que a hipótese ultraterrestre leva nítida vantagem sobre as demais. Logo, os nossos “visitantes”, em sua maioria, seriam entidades suprafísicas (UTs).

George Adamski, nos anos 50–60, teve vários encontros com civilizações cósmicas. As criaturas diziam vir de planetas do Sistema Solar, como Vênus, Marte e Saturno. Na época, ainda não se sabia com certeza se haveria neles algum tipo de vida inteligente. Adamski escreveu dois livros contando tudo, reuniu fotos, filmes e depoimentos de testemunhas acima de qualquer suspeita, que com ele avistaram as naves e os seres de outros planetas. Os contatos foram sólidos, e as criaturas chamadas de ETs. Anos depois, constatou-se que naqueles planetas não havia ninguém. Então, uns consideraram tudo uma farsa; outros, que os ETs mentiram sobre o planeta de origem; e outros, ainda, em razão das evidências, que as criaturas eram UTs materializados, entidades planetárias, mas suprafísicas.

Podemos nos indagar: quantas raças alienígenas visitam a Terra? Certa vez, divulgou-se que 70% dos contatos eram feitos por aliens do tipo Cinza. Essa entidade poderia ser oriunda de vários planetas, como nos sugere a Réplica de Arecibo? Para responder a essas indagações é necessário considerar os relatos de contato e abdução, aquilo que já pôde ser deduzido sobre os aliens de maneira geral e sobre o tipo Cinza, em particular, sejam essas entidades físicas ou ultrafísicas, nos estudos ao longo dos últimos 60 anos de Ufologia Moderna.

Alguns ufólogos, observando a tipologia alien já testemunhada, ultrapassaram a contagem de meia centena de raças diferentes que estariam visitando a Terra. Todas elas teriam conhecimento científico muito superior a tudo que conhecemos. Entretanto, mesmo que esses estudos fossem aceitos como válidos, ainda assim não significa que aliens de formas diferentes sejam sinônimos de origens planetárias distintas. Mas as diferenças fisionômicas são sugestivas e realçam a possibilidade de “eles” serem oriundos de vários planetas e várias dimensões.

Em alguns contatos, o distrito especial fora mencionado, facilitando a catalogação. O alien tipo Cinza, em particular, seria responsável por grande parte dos contatos de terceiro grau e pela maioria dos casos de abdução, o chamado quarto grau.

Notícias dão conta de que haveria Cinzas de duas naturezas: física (ET sólido) e ultrafísica (UT sutil). Assim, seria lógico pensar na existência de vida em planetas extrassolares, e, também, em esferas dimensionais invisíveis a olhos terrestres.

Exemplo sugestivo desses dois tipos de vida foi impresso no agroglifo de Chilbolton, na chamada Réplica de Arecibo. Ali foram desenhadas três esferas habitadas, das quais duas seriam planetas tridimensionais e a outra, uma dimensão do espaço-tempo. As três esferas seriam moradas dos chamados Cinzas, dados como autores da Réplica. Contudo, como esse agroglifo é marca deixada na plantação e por mais que a tenham estudado com métodos científicos ainda existem incertezas, os desenhos ficaram como possibilidade, em meio a outras chances de interpretação. A verdade sobre “eles” é apenas relativa.

Como já mencionado, a quantidade de tipos alienígenas fazendo contato com seres humanos é grande. Na casuística ufológica, quatro tipos já foram bem caracterizados: os Nórdicos, os Cinzas, os Reptilianos (dos quais faria parte o ET de Varginha) e os Insectoides. Os relatos sobre os vários tipos são fartos, colhidos inclusive por meio de regressão hipnótica. Além desses tipos principais, uma série de outros semelhantes e supostamente aparentados é também testemunhada. Acredita-se que parte deles seja de animais, entidades servidoras de outra espécie mais evoluída, a qual estaria nos testando. Ainda há outros tipos diferentes, seres exóticos, como o observado no Caso Pascagoula, Mississipi, 1973, por Charles Hickson e Calvin Parker, estudado por Allen Hynek; e no Caso Zanfretta, ocorrido na Itália, em 1978, os quais nada tinham dos quatro tipos mencionados.

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As testemunhas dão conta de que muitos desses aliens se apresentam sólidos e tangíveis, mas, curiosamente, de repente falam por telepatia, movimentam-se com incrível rapidez, por deslizamento ou levitação, e podem sair do nosso ambiente como se fossem retirados de súbito, desaparecendo num piscar de olhos. Para as testemunhas, tais ocorrências são difíceis de entender, “eles” parecem fazer parte de uma natureza estranha, como se o insólito fosse algo comum no mundo alienígena. Em razão disso, alguns ufólogos consideram como hipótese legítima de trabalho a existência de várias dimensões, de onde tais seres poderiam ser originários. Ou seja, haveria em outras vibrações do espaço-tempo entidades constituídas de uma espécie de energia, mas capazes de converter seus corpos e engenhos sutis em coisas concretas e tangíveis, funcionais no espaço de três dimensões como o nosso. Tais entidades seriam constituídas de uma espécie de luz, possível de regular a intensidade até coagular em matéria densa e de, em seguida, reverter o processo. Parece apenas lógico que muitas delas seriam ultrafísicas.

No contato pessoal de terceiro grau e no psíquico de quinto nível, seria possível os alienígenas se apresentarem com aparência de um ser superior como, por exemplo, a de um Nórdico, e na verdade ser um Cinza? Aqui temos de falar da casuística de terceiro grau (avistamento do UFO e criatura), do quarto grau (abdução) e também da prática psíquica, chamada quinto grau, realizada por alguns grupos sem o avistamento do UFO, casos em que a aparência do alien e sua eventual metamorfose tenham sido estudadas. Nos contatos psíquicos, há relatos de que o UT Cinza (criatura sutil) pode colocar sua imagem física na mente do sensitivo; mas, segundo os mesmos relatos, a imagem mental não se manteve, mas se alterou, ficando disforme; nesse caso, as formas mostradas nada tinham de Nórdico, mas de Cinza ou de tipos variantes. Quanto ao contato de terceiro grau, obtido por materialização de entidade ultrafísica, é dito que o UT Cinza se plastifica aos poucos, agregando matéria em seu corpo sutil; neste caso, as testemunhas dizem que “ele” se apresenta “feio” do jeito que é, nada tendo de Nórdico.

A seu turno, o ET Cinza (criatura sólida), supostamente oriundo de um mundo tridimensional, parece entrar no cenário terrestre por inteiro, como se fosse teleportado já pronto (talvez pelos chamados Buracos de Vermes).

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Quanto aos seres do tipo Nórdico, “eles” costumam ser testemunhados como “superiores” aos outros em termos morais e científicos, mas não se descarta a possibilidade de existir tipos semelhantes e de evolução intermediária, pois alguns abduzidos relatam experiências não muito alentadoras com aliens de boa aparência.

Sobre seres alienígenas já escutamos quase tudo. Enganam-se os que acham que o tipo Nórdico monopoliza as atenções na Ufologia. Na verdade, o tipo Cinza e seus assemelhados são mais comentados. Há alguns anos, alguém ventilou a hipótese de que os Cinzas seriam apenas espíritos desencarnados, cuja constituição espiritual estaria deformada e que, ao adensar o corpo espiritual, se fariam tangíveis; contudo, essa hipótese não pôde ser sustentada. No incidente Roswell, ocorrido nos Estados Unidos, em 1947, conforme os vários testemunhos, inclusive o do coronel Philip Corso, as criaturas estavam mortas, eram sólidas e exalavam um odor fétido, típico dos organismos em decomposição. Isso fez naufragar a hipótese de espírito materializado, pois na desmaterialização o simulacro desaparece, não morre. Além disso, a nave alienígena foi recuperada, e em regime de segredo militar forneceu valioso material de estudo para as Forças Armadas dos Estados Unidos.

A casuística ufológica não é clara para sabermos o que querem os alienígenas (veja, por exemplo, o Caso Sobral — alien dentro de casa). E também, nos contatos psíquicos, os Cinzas não esclarecem quase nada do que fazem. Como conseguir isso? Para esses estudiosos, os Cinzas e várias outras raças seriam entidades exóticas, sem comparação no ambiente terrestre, razão pela qual é difícil entendê-las. Mas assim como os espíritos no passado, usando médiuns como Chico Xavier e outros, patentearam sua existência independente do reconhecimento da ciência oficial, talvez o mesmo pudesse ser feito pelos ETs. Sem dúvida, se “eles” usarem das técnicas avançadas que a casuística ufológica nos sugere, por certo poderiam patentear não somente a existência deles, mas também dar informações valiosas de suas ações e de seus motivos.

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Dentre as várias hipóteses, talvez possamos considerar que na ótica deles, não estejamos preparados ou, então, que talvez o contato formal esteja próximo e a fase atual seja preparatória. O certo, ninguém sabe. Há coisas que somente um contato formal poderia resolver e dar legitimidade.

As mensagens canalizadas dos Nórdicos podem ser levadas a sério? As informações por via canalizada parecem refletir tendências, as quais, na prática, devem ser examinadas com cuidado. É preciso entender que essa vida rara que o fenômeno UFO nos sugere estar aportando à Terra, a qual viria de tão longe e, às vezes, faria aqui coisas tão absurdas e, outras vezes, coisas tão magníficas, por certo escapa ao nosso entendimento. Há certas mensagens tidas como canalizadas dos Nórdicos (Ashtar Sheran e outros), que causam dúvida atroz.

Exemplo disso é a “Operação Resgate” ou “Evacuação Mundial”, algo totalmente funesto, com guerra atômica, impacto de asteroide, verticalização do eixo e inúmeras calamidades, atribuindo culpa ao homem, à natureza ou ao ciclo evolutivo. A “Operação” consistiria em resgatar as almas de milhões de mortos. Fala-se que os ETs estariam “ajudando”, pois levariam as almas para outros mundos. Ocorre que estamos no mundo dos vivos, cujo objetivo é preservar a vida.