Os Cometas

Chamamos de cometa as rochas espaciais com órbitas alongadas, que se aproximam e se afastam do Sol de uma maneira mais dramática, por assim dizer. Ainda, eles são compostos por água congelada, amônia e metano, e essa combinação gera o chamado coma, que é uma fina atmosfera, além da cauda produzida quando tais objetos se aproximam do Sol. Essa cauda nada mais é do que o resultado do aquecimento de sua superfície, o que libera substâncias ao espaço no estado gasoso. Há cometas que vêm da Nuvem de Oort, nos limites do Sistema Solar, enquanto outros acabam vindo do Cinturão de Kuiper, região que abriga uma imensidão de pequenos corpos e até planetas-anões, como Plutão.

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Recentemente, descobrimos um cometa interestelar (ou seja, proveniente do sistema de outra estrela que não é o nosso Sol) visitando nossos arredores: o 2I/Borisov, que ficará por aqui por cerca de um ano e ainda será bastante estudado por cientistas de todo o mundo.

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Asteroides

Apesar de parecidos com cometas, asteroides não possuem órbitas tão excêntricas e tampouco produzem uma cauda à medida em que se aproximam do Sol, por não terem quantidades suficientes de água congelada, metano e amônia em suas composições, e também não apresentam o coma. A maioria dos asteroides conhecidos no Sistema Solar fica no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, e são remanescentes da formação do Sistema Solar.u

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Asteroides são estudados com afinco por agências espaciais de vários países, com destaque para a missão japonesa Hayabusa 2, que vem estudando o asteroide Ryugu e inclusive coletando amostras, que serão trazidas à Terra no final do ano que vem. Já a NASA, que vem estudando o asteroide Bennu com a missão OSIRIS-REx, pretende lançar um novo telescópio infravermelho para detectar asteroidesmais discretos que possam se chocar contra a Terra — o que deve acontecer em meados da próxima década.

E por falar em missões da NASA envolvendo asteroides, não podemos deixar de lado o “causo” de Didymos e sua lua Didymoon: a agência dos EUA lançará em 2021 a missão DART que se chocará contra Didymoon e, em 2023, a ESA (agência espacial europeia) lançará a missão Hera, que estudará o impacto gerado pela nave estadunidense. O objetivo? Analisar se é mesmo possível desviar a rota de objetos espaciais, em especial aqueles que representam riscos de colisão com a Terra, ainda que em um futuro muito distante.

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Asteroides são objetos que fascinam (e preocupam) a tanta gente que existe até mesmo uma data anual para levantar debates sobre esses corpos espaciais: o Asteroid Day, que, em 2019, aconteceu no finalzinho do mês de junho.

Meteoroides

Ganham este nome os pequenos fragmentos de grandes rochas espaciais, que podem ser tanto cometas quanto asteroides. Meteoroides são muito menores do que asteroides, porém maiores do que a poeira interestelar, ficando à deriva no espaço após se desprenderem do objeto principal.

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Meteoros

Qualquer objeto que, ao entrar na atmosfera da Terra, gera um rastro luminoso no céu, pode ser chamado de meteoro. Popularmente são os conhecidos como “estrelas cadentes” e normalmente são incinerados por completo na atmosfera. Inclusive, recentemente descobrimos que um meteoro avistado no céu de Kyoto, no Japão, em 2017, era o fragmento de um asteroide chamado 2003 YT1, que pode ameaçar a Terra no futuro, por sinal.

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Ainda, chuvas de meteoros acontecem periodicamente no nosso céu, quando rastros de cometas ficam na órbita do Sol e acabam adentrando a nossa atmosfera de tempos em tempos. Um exemplo é a Orionídeas, que surge sempre entre os meses de outubro e novembro e é composta por fragmentos do cometa Halley.

Meteorito

Já quando objetos espaciais entram na atmosfera (o que chamamos de meteoro), mas não se queimam completamente nessa entrada, os fragmentos que acabam caindo na superfície da Terra são chamados de meteoritos. Então, seja isto o que sobrou de um asteroide ou meteoroide, o nome de qualquer rocha proveniente do espaço que se chocou com nosso planeta e foi encontrada na superfície é “meteorito” mesmo.

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Em fevereiro deste ano, a população da província de Pinar del Rio, em Cuba, levou um susto danado: após a ocorrência de um meteoro, pedaços de tamanhos diversos atingiram o solo, e diversos meteoritos foram encontrados pelo chão.

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