A ideia de criar um posto avançado na Lua não é nova, e faz parte da imaginação popular há muitas décadas, ou quem sabe, há séculos! Mas o que sentiríamos, e como seria viver na Lua, na prática?

Em 1959, uma sonda da ex-União Soviética fotografou pela primeira vez o lado oculto da Lua, e em 1969, dez anos mais tarde, a NASA colocou os primeiros humanos na superfície lunar. Inúmeras missões posteriores visitaram a Lua, e até hoje, sondas, satélites e rovers exploram nosso satélite natural. E o famoso ditado, que diz que “conhecemos a superfície da Lua melhor do que o leito dos oceanos” é a mais pura verdade. O satélite Lunar Reconnaissance Orbiter, da NASA, nos enviou imagens em alta-definição e um mapa topográfico cobrindo 98.2% de toda a superfície lunar.

6835D5B0-0253-4B76-B0D1-01066262FC0D

Mas apesar de conhecermos a Lua quase como a palma de nossas mãos, sabemos que não há um lugar ideal e agradável para se viver por lá, claro, se compararmos com a Terra. Os dias lunares duram 14 dias terrestres, e a noite tem a mesma duração. 14 dias de Sol e depois 14 dias de escuridão ininterrupta, e por isso, a temperatura varia de 123°C durante o dia para -233°C durante a noite.

“O único lugar que poderia servir de base, considerando os longos dias e noites lunares, seria alguma região próxima dos polos”, comenta Rick Elphic, cientista projetista da missão LADEE, da NASA. Segundo ele, a região dos polos possui grandes quantidades de água congelada, e baixos níveis de radiação solar.

B17FD2A9-1F91-45E9-9976-5E868091C84E

“Ao invés de dias e noites quase intermináveis, os polos lunares experimentam um pôr do Sol perpétuo, com temperaturas de aproximadamente 0°C por conta do baixo ângulo do Sol”, disse Rick.

Se você quisesse explorar um pouco além dos polos, a Lua possui grandes crateras, como a Cratera de Aristarchus, com 40 km de diâmetro. Uma visão dessa cratera faria o Grand Canyon parecer pequeno. Seria uma visão deslumbrante! Além disso, teríamos o privilégio de escalar alguns picos gigantescos, que têm até cerca de 5 km de altura. Claraboias naturais poderiam ser avistadas dentro de cavernas subterrâneas, criadas por caminhos de lava no passado.

Outra experiência obrigatória pra quem estivesse na Lua seria avistar um Eclipse Solar, o que na Terra seria um Eclipse Lunar. Do ponto de vista lunar, a Terra ganharia um anel majestoso de tons laranja e vermelho.

E quando você estivesse entediado(a), ainda teria uma carta na manga. A gravidade da Lua é apenas 1/6 da gravidade da Terra, o que tornaria qualquer esporte um desafio a parte. Uma sexta de basquete deveria ter 6 vezes sua altura normal, já que ao pularmos, alcançaríamos altura e distância 6 vezes maiores do que faríamos na Terra. Além disso, nem precisaríamos verificar a “previsão do tempo”, já que os dias lunares são muito estáveis e de muito Sol, por conta de sua atmosfera tênue. Mas não pense que tudo são mil maravilhas..

9AAD9A0A-B265-45F0-ACE4-1F628F744440

A queda de meteoritos ocorre com bastante frequência na Lua, e a falta de um campo magnético pode fazer com que partículas energéticas e ventos solares atinjam a superfície facilmente! Portanto, cuidado com as tempestades solares!

Além disso, deveríamos ficar atentos a terremotos. Sismômetros deixados na superfície lunar durante as missões Apollo mostram que a atividade sísmica na Lua ainda é ativa, criando terremotos de 5.5 graus na escala Richter. Esses tremores seriam fortes o suficiente para destruir ou abalar estruturas e construções, e até mesmo uma base lunar.

Apesar da Lua estar a uma distância média de 384.400 km da Terra, enviar fotos e filmagens de suas aventuras lunares para seus familiares aqui na Terra seria rápido e simples, e isso levaria um pouco mais de 1 segundo. Até mesmo uma chamada de vídeo seria possível, pois não haveria atraso considerável. Em aí, gostou  da ideia? Não esqueça de registrar nos comentários!