Mulher de outro Universo acordou apavorada em nossa realidade

Em 2008, uma espanhola de 41 anos, Lerina Garcia Gordo, revelou estar convicta de que se encontrava numa dimensão alternativa.

As teorias sobre universos paralelos ou universos alternativos muitas vezes excitaram a imaginação de cientistas, escritores, diretores, artistas … nesta história, porém, a protagonista (Lerina Garcia Gordo) é uma profissional espanhola “normal” de 41 anos, que vive um  vida normal, não sofre de transtornos mentais e não é vítima de fantasias sobrenaturais.

Em 2008, Lerina acordou como todas as manhãs, mas imediatamente percebeu alguns detalhes “fora do lugar”.  Muitas pequenas diferenças, desde o esconderijo de sua cama (diferente de quando ela foi para a cama) até seu local de trabalho (não havia mais sua placa de identificação na porta de seu escritório).  Assustada, ela foi ao consultório médico, onde fez exame de álcool e drogas, sem detectar nada de suspeito;  ela mais tarde encontrou outras diferenças ainda mais importantes, por exemplo, ele descobriu que ainda estava em um relacionamento com o que pensava ser seu exceto o namorado e que muitos outros fatos presentes em suas memórias (como a operação no ombro sofrida por sua irmã)   aparentemente não aconteceu:

Juro que tudo o que estou dizendo é verdade e que estou muito saudável. Minha própria família não se lembra de coisas como a cirurgia realizada no ombro da minha irmã há alguns meses. Ela diz que nunca fez uma cirurgia”.
– Lerina Garcia Gordo

A busca por ajuda e as visitas psiquiátricas não ajudaram a lançar luz sobre essa história perturbadora e Lerina decidiu escrever um post em um blog público perguntando se outras pessoas já experimentaram sua condição;  por isso, a história se tornou pública e já deu a volta ao mundo.

A história
É um dia como tantos outros (23 de fevereiro de 2008) em que Lerina Garcia, a protagonista da história, uma educadora profissional de 41 anos na época dos acontecimentos, ao despertar, percebeu que sua vida e o passado haviam mudado, pequenas  mudanças, mas de forma a perturbá-la excessivamente …Ela então decidiu fazer o óbvio para verificar a exatidão de sua percepção: primeiro perguntou aos amigos, que negaram tudo o que ela disse ter vivido, e depois procurou informações na internet.

Segundo o que ela própria afirmou num fórum, acordava no mesmo ano e no mesmo dia adormecia, mas muitas coisas eram diferentes: desde o conjunto de lençóis da sua cama diferente do da noite anterior até  com o carro dela que estranhamente não estava em seu estacionamento privado, mas em outro lugar.

Até o próprio estacionamento privado (identificado com um número) ficava do outro lado da rua de onde deveria estar.
Outra surpresa a esperava no escritório onde trabalhou durante vinte anos: aqui não era o seu nome, mas o de outras pessoas.
O crachá que usara sem problemas no dia anterior não era mais reconhecido e ela percebeu que, embora ainda trabalhasse lá, havia sido “transferido” para outro departamento do prédio do qual ela não se lembrava.


Lerina também conta sobre um relacionamento que começou 6 meses antes com um homem da vizinhança, mas quando ela tentou entrar em contato com ele descobriu que não havia nenhum vestígio dessa pessoa, o apartamento dele estava vazio, até mesmo o detetive particular contratado para rastrear  ele não encontrou nenhuma evidência de que ele existiu ou viveu lá.
A isso se acrescenta o fato de que seu ex-namorado, um homem chamado Agostinho, de quem ela se separou por muito tempo, afirmou, em vez disso, que eles nunca haviam partido.

Entre roupas que afirma nunca ter comprado, postagens em blog de um programa de rádio inédito, incidentes que nunca aconteceram, a mulher também passou por avaliações psiquiátricas que atribuem tudo a alucinações de estresse.

No entanto, Lerina está absolutamente convencida de outra teoria, que é ter dado um salto entre diferentes planos dimensionais, entrando em um mundo paralelo em que alguns eventos nunca ocorreram ou sua vida tomou rumos diferentes.

Notícias de Lerina Garcia
Após 8 anos de silêncio, a 13 de janeiro de 2017, Lerina Garcia teria comunicado através do seu blog pessoal que conseguiu contactar muitas outras pessoas que tiveram experiências semelhantes às dela e com quem está a trabalhar para encontrar respostas.
Ela antecipa que o quadro maior que eles estão abordando teria muito poucas implicações positivas, nas entrelinhas ela fala de uma conspiração em grande escala, uma espécie de farsa bem orquestrada, com o objetivo de nos enganar sobre a realidade das coisas.

A história de Lerina Garcia, juntamente com outros casos semelhantes ao dela, parece apoiar as Teorias do Multiverso e das viagens interdimensionais.
Na física moderna, o “multiverso” é a hipótese de universos coexistentes e alternativos, freqüentemente chamados de “dimensões paralelas”: algumas teorias científicas, como a teoria das cordas e a teoria do universo bolha, levantam a hipótese da existência de outras realidades além da nossa.

Todos nós já ouvimos falar de dimensões e universos alternativos: muitos acreditam que somos apenas invenções ou que, embora existam, não são alcançáveis.  Outros argumentam que pessoas de outras dimensões podem entrar e sair de nosso mundo à vontade …

Conclusões
A questão neste ponto não é apenas se existem universos paralelos, mas também se é possível literalmente viajar entre esses universos, como no caso de Lerina Garcia.
Existem hoje muitos casos de “viajantes” que teriam se movido no espaço, no tempo ou precisamente entre dimensões alternativas: pensemos, por exemplo, no caso John Titor, ou o chamado “Homem de Taured”.  (Caso postado nesse Blog).

A verdade é que no momento não há evidências que possam comprovar essas histórias de uma certa forma, porém existem muitas teorias, derivadas da física quântica ou da chamada teoria do multiverso, segundo as quais existem infinitos universos;  alguns estudiosos passam a encontrar semelhanças com o efeito mandela e com a teoria do tempo cúbico.

No caso de Lerina Garcia teria havido, portanto, uma espécie de sobreposição de duas realidades diferentes … ainda que uma explicação mais realista – e decididamente mais banal – seja aquela que atribui a condição de mulher a uma perda parcial da memória.  , ou melhor, a sobreposição de algumas memórias irreais (… sonhos?) à memória de fatos concretos.

Olá, meu nome é Luz, tenho 41 anos e acho que saltei para um universo paralelo.
– “Luz” Lerina Garcia Gordo